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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Fragmentos da Nuvem

        Eu Quero... Quero cada vez mais.
.....
        Cruzo-me com pessoas com aparente estranheza, mas sendo isso apenas o que vejo diferencia-se do que sinto. O que sinto faz-me crer que de cada vez que conheço alguém, esse me é familiar. Por vezes, sinto profundamente que já nos conhecemos, quase como quem cumprimenta e exclama: "porque demoras-te tanto?"
        Aquilo que recebo dos demais é-me reconhecido como frequências familiares, da grande família. Tento dar aos demais com a mesma clareza e transparência que a mim eles me transmitem, me dão. Como água cristalina, é um amor virgem, sem perdas.
        Com qualquer Ser que me cruze e ouse conhecer, sinto também uma espécie de sentimento recíproco, mútuo.. é notório quando os demais percebem que não me estão a conhecer, mas sim, a reconhecer-me. É um momento de particular conexão, um momento em que duas energias se fundem num só fluxo, como num acto afluente em que duas ribeiras convergem num grande rio com um impune caudal.
...,,
        Quando quase deixa-mos de tentar com uma intenção cega, soa-nos já não estarmos nesta procura de propósito... Quando encontramos o que nos fazia procurar, quando coisas acontecem, a sensação é a de que "até parece que foi sem querer".
.....
        Basta um belo e cruel momento para concretizar um sonho.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

(Des)Sossego

        Terra, Ar, Fogo e Água. Barcos, Âncoras, Navios e Fragatas. Tudo por mar a dentro, tudo por mar a fora. Vinte e três menos vinte são sete. Trinta e três é uma cor que cheira bem.
Jeropiga é um fruto de pedra mármore. Joanetes, olheiras e cotoveladas de sal fino.
Bolo em forma de comida. Catos silvestres das hortas do paraíso são alicates sem molas de felcro… Bidé. Saca-Rolhas ao vento, tempestade numa grade de minis. Dalai lama sem chuva.
        Uma foice de lâmina romba afiada em quina viva espetada num sítio de cogumelos laminados. Numa estrada sem caminho deslocam-se três dinheiros sem caminhar, a andar e sem correr, mas correndo parados. Sentimentos paralíticos das partes presas ao desprendimento. Pastilha de mentol com tâmaras de borracha até ao joelho cego.
        Armas, Armeiros e Armadilhas. Junco, Ferro, Faro e Nenúfar quadrado, dão em todo o lado. Humilhanço e Desacato.
        Bancos de jardim são colchões de água que por Mil dividindo igualam um pára-raios invertido de dentro para cima. No chão pingam gotas de madeira gelada, gélida e gelatinosa. Morcegos mor-cegam uma morcela de morsa. Gente em tons de cor de moedas. 
Bolor, Fungus Parvus. Israel é Pompeia sob Atlântida. Nozes defequidas. De dentes sob o granito, a voz abafa o grito.
         Quêntros, Sabres, Sobreiros e Sombras. Samurais nus.
Quebra de página perdida.
        Hoje é Ontem enquanto Amanhã troca de sapatos azuis balsâmicos. Droga, Drogados, Drogarias e Ourives de malte. Ovos kinder sem surpresa. Um quilo de chumbo flutua num mar de pedra calcário. Verde e Verdelhão. Cebolas, Cebolões e Porcos mortos por diamantes sangrados de seiva de leite empacotado. Tertúlias Vastas. Cabras prenhas em vassouras de bruxo manso. Patuscada dentro de castanhas secas de água benta. O pai é tio irmão de mãe avó sogra, que é enteada aos sábados todos os dias. Nuvens Poço e Peixes Tijolo. Dildo Matraca. Mesclado Tórrido e Torrado. Fuso fosco.
        Casa na praia, areia na porta da bicicleta de montanha. Pedaladas pedalantes que caem numa encosta verdejante. Um buraco de caminhos de ferro onde a vida é ausente e a morte é estéril. Encontra-se o Choro, Apavoro e pânico… Vazio. Vinte e sete menos trinta.
        Prisão libertada. Esquecimento lembrado de lembranças. Ver, Vista e Visão. Sol, Sal e Som… Vela, Lanterna e Luz.
        Tudo e Nada.
        Um dia uma coisa disse, e a outra respondeu que foi, porque aconteceu e chegou a dizer e a fazer, mas depois fez e foi mas voltou a vir e acontece que já tinha acontecido. Outra vez trouxe trazendo novamente pela primeira vez que era a última de sete. Foi-se embora sem ir, e foi, foi, foi, foi, foi, e foi sem parar até ficar Imóvel, Estática e Frígida.
Cai, abraça-se e morre renascendo.
        Alegre, triste e Contente. Recebe o presente de uma vida (des)sossego.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Quem Sou Eu

     "E depois é a importância que dou á verdadeira razão da minha existência... E o que para mim isso significa, a ambição que tenho em saber cada dia mais e melhor de mim e do mundo... e quando fujo dessa procura... não sou eu..."

                                                                                                                                   -- C.C. --                                                                              

Sala de Estar

      "É preciso ser-se sofredor da cabeça para abandonar uma sala de estar para ir para um sítio fazer sala e não estar."

-- CrazyEd -- 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

ProCUra

     Ontem, a procura concentrava-se em algo que me faltava. Hoje, o que me falta concentra-se em manter essa procura.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Estado de Estar

     Dormência, um estado áureo. É um estado, pois temos de estar de alguma forma, pois nunca estamos sem estarmos. Mesmo não estando, estamos sempre onde estivermos.
     Quando se nutre amor, ama-se... Não há amor sem amar.

11.12.14

     Eu, Ser, preciso de magicar pensamentos de fantasia e, com bastante frequência, de uma elevada dose de insanidade. Apenas para reafirmar a ausência de loucura.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Princesa-Guerreira

        "Hoje é o Amanhã do Ontem."

                                                                                                         - Dylemma -

sábado, 29 de novembro de 2014

Quem é Quem

     Um Pintor pinta, um Escritor escreve, um Escultor esculpe, um Mergulhador mergulha, um Coveiro cava, um Agricultor planta, um Orador ora... Será assim?...
     Então o que é um Músico que não faz música, um Futebolista que não joga futebol, um Atleta que não corre, um Ladrão que não rouba, um Professor que não ensina, um Relatador que não relata, um Aprendiz que não aprende... O que é um Rei que não reina?...
Quem é um Mágico que não faz magia ou um Poeta que não faz poesia?

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Ouro Basso

     "As pessoas avaliam a credibilidade de cada um consoante as aparências, esquecendo o que está por de trás do que salta à vista. Não interessa o que as pessoas parecem ter, mas sim, o que elas fazem para conquistar o que não têm."

   - Carlos Coelho -            
Por quem nutro extremo carinho      

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Na Escola

     - Sr. Professor, se me emprestou a sua pior caneta,
     como espera a minha melhor composição?!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Quero Sem Querer

     Há coisas que eu não sei lidar, uma delas é comigo.
     Sinto-me triste por estar contente.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

domingo, 16 de novembro de 2014

Pensamento do Dia #1

                                                    O
                                           Conhecimento
                                                           É 
                                        uMa 
                                                                   HerAnçA.

iSTO

     Quanto mais disto sei, menos nisto acerto... Sei coisas sem saber o quê.
Estar onde já estive, traz-me sentimentos de estares passados, de estares sem estar. Que merda é esta que não passa disto? Disto mesmo que é esta merda, MARAVILHOSA.... Que ao fazer-me respirar me deixa sem fôlego.

15.11.14

                            Olá,
                                                          O meu nome é o que me chamam,
                                A todo o momento tenho uma idade diferente
                                                  E
                                                                     SoU dE onde venho.
                                                                                        


                       Penso não ser necessário mais apresentações.

sábado, 1 de novembro de 2014

Olá, um bem haja.

     Quando te vi, eras invisível, vestias de cores fluorescentes, exibias um corpo nu... Nu, não como se nada tivesses, mas sim como se ostentasses coisas desprovidas de qualquer importância.
     Embora não sendo, eras um Ser, uma partícula neutra, como uma balança sem contrapeso, pesavas a olho... Quando julgavas que eras aquilo que dizias ser, acreditavas que assim o serias apenas porque assim o dizias.
     Quando te encontrei, não estavas lá... por isso, pela ranhura da porta, deixei-te um recado:
- "Ainda bem que chegas-te".

Mutual Deep Diving Sessions - Trading Concepts




   Isto!. é precisamente isto mesmo.
Questionar, Duvidar e Colocar em Causa.



sexta-feira, 31 de outubro de 2014

MiM

     Um dia, num passado recente, senti-me triste e partido... senti-me a precisar de alguém que, mesmo sem eu dizer uma palavra, percebesse o que diziam os meus olhos. Então assim fiz, saí de casa e fui à procura de Mim.
     Depois de uma longa procura, enfim encontrei-me. Mas no lugar de Mim, estava um pequeno pedaço de papel cavalinho que dizia:
     "Por razões de força suprema a Mim alheias, fui à minha procura. Volto já."

Liberdade

     Liberdade... essa coisa que ninguém sabe o que é mas que toda a gente a tem. Conceitos, pré-definições de formas de vida, são curvas apertadas na auto-estrada social. São estradas com curvas que se podem mostrar perigosas e, muitas vezes, até assassinar-nos. Elas são capazes de arrasar qualquer demais que não circule a uma velocidade moderada.
     Não consigo deixar de pensar, então mas não chega termos que pagar portagem? Penso tratar-se de uma tremenda injustiça isto de nos classificarem com rótulos que nos são impostos, os quais nos incutem e inserem como se estivéssemos a ser violados... contaminam-nos com tamanha arrogância.
     Porcos e sujos são aqueles que se acham santos e desprovidos de maldade e interesse, são mais que isso inclusive. São gente que apenas ocupa um lugar quando está na fila do médico ou talvez na fila das bifanas. São gente que pensa e está convencida que o importante de ocupar um lugar é o lugar que se ocupa. Não sabem nem querem saber... ocupam com atrocidade um desperdício de espaço com a sua matéria e energia mal aproveitadas ao extremo. Não estão cegos mas cegaram, que olhos inúteis esses que vós tendes na cara... desgraçado aquele que for visto por essa coisa distorcida que chamais de visão. Ilustres são todos aqueles que vedes com a mente, mas o mesmo não acontece com o vosso coração. 

sábado, 25 de outubro de 2014

O Fim do Final no Princípio do Início

     Não existe apenas tudo o que há. Existe também uma coisa que julgamos não haver, o Nada.
     O Nada existe e talvez seja ele, o Nada, o sustento do Tudo, pois até o Nada é representado pela sua presença, isto é, a presença do Tudo ou parte do Tudo (algo), quando ausente, dá lugar á presença do Nada. No final, quando Tudo parece ir embora, quando coisas cessam de existir em sítios para continuar a sua existência noutros, levam a presença da sua existência e deixam, com peso e medida, a existência da sua ausência. Sendo assim, e portanto, o vazio a ocupar o espaço do cheio, e o cheio, com uma elegante concordância, desocupa charmosamente o lugar do vazio, casando o movimento numa cerimónia perpéctua, gerando uma continuidade cíclica ao sentido processual das coisas, contribuindo fortemente para uma Razão de Ser. Dois amantes que se amam, são duas peças e um encaixe, serão só assim, marido e mulher, enquanto o seu final for dando lugar ao seu princípio.
     Na sua essência, a existência do Tudo, a ser concretizada, exibe paradoxalmente uma característica que, de igual modo, confere por si só a sua própria inexistência. Não se tratam de duas existências que dependem uma da outra para existir, trata-se sim, de uma exclusiva existência que existe de duas formas em simultâneo, precisamente no mesmo sítio, manifestando um familiar padrão de Una Dualidade.
     O conceito é claro e bastante óbvio na sua simplicidade, como já anteriormente referi, no final o Tudo deixa de existir para dar lugar ao Nada. Com recurso simplesmente a uma forma rudimentar de lógica aplicada, naturalmente percebemos que, se algo cede o seu lugar então só pode ceder o lugar que ocupa a sua existência, logo, sendo este lugar a ser preenchido pelo Nada, prova em conformidade que o Nada ocupa efectivamente um lugar que, desta forma, dá configuração á sua presença. Para algo se fazer ocupar é-lhe necessário existir.
     Tudo tem um sentido e, com extremo rigor, o sentido é dado partindo de um princípio. Com clarividência, é lógico que no final o Tudo deixe de existir para dar lugar ao Nada, pois "No Início, o Nada preenchia o Tudo, depois algo se alterou, foi então que o Nada deu lugar ao Tudo".
     Na sua devida altura, é no Tudo que observamos vestígios de manifestos de consciência, de claros sintomas de quem percebeu verdadeiramente o que é estar-se acordado assim que lhe foi perseptível o seu, até então, estado de sonambulismo, precisamente quando se deparou consigo mesmo a aperceber-se dele próprio.

Nada existe no Tudo, a mais que Tudo existe no Nada.

     Nós, como Seres erróneos, temos como dever preservar o direito do Livre-Errar. Para nós, executar com contemplo o acto de errar, é-nos mais que legítimo. Errar é-nos uma mais-valia preciosa e nalguns momentos, ainda que falsamente, soa-nos quase a batota, mas claramente reconhecemos que errar é um poderoso trunfo.
     Erros, não servem para serem corrigidos, servem antes para nos corrigirmos. Necessitamos deles para nos fazer compreender e convencer em plenitude que a razão da sua existência é o entendimento da controversa mas mesmo assim da sua extrema utilidade nata. De uma maneira sábia, mostra-nos a sua importância a transformar-se num factor de incontestável relevância, revelando com descarada transparência que agora, mais do que nunca, a sua importância importa muito mais do que aparentava importar. Foi com um raro silêncio que me calou o pensamento quando me foi dado o entendimento sobre o conceito de Estar. Estar para o Todo assim como o Todo está para Nós. Surreal e com tamanha estranheza, não foi um conhecimento baseado numa conquista ou numa descoberta, foi como que partilhado com uma agradável sensação de consentimento cósmico, não fui apenas ao encontro desse conhecimento, ele veio até mim, foi-me dado.
     O derradeiro erro esclarece o verdadeiro aluno que se ensina a ser seu professor.
     Os erros revelam-nos o seu real valor existencial, pois ao visionarmos um qualquer manifesto de existência, mesmo que ínfimo, se nos for impossível negar a percepção da  sua existência cabe-nos, impelidos por harmoniosos acontecimentos em cadeia, ir ao seu encontro e com a procura tentar compreender, não apenas uma utilidade aparentemente aplicável, mas essencialmente a derradeira e, quiçá, única utilidade que por certo lhe conferiu uma exclusiva razão para existir e assim, assumindo também uma correcta e singular forma de perpectuar a continuidade do seu manifesto existencial, aquilo que a ela lhe faz adquirir um papel de carácter insubstituível e, com excepcional rigor no seu majestoso cumprimento de funções a ele estritamente conferidas, consumando de forma indiscutível ser absolutamente digna de pertencer ao Todo.
     Se erros existem, é com certeza porque são úteis e ,por isso, talvez contribuir seja a única forma de salvaguardar a sua existência. A procura de um contributo útil redefine a razão de assim o Ser, dando uma justificação assertiva à sua existência e só assim, respeitando afincamente a forma como gere o continuo-o da existência, consiga prevalecer-se da mesma existência.
     Tudo tem um sentido e é a Razão de Ser que faz Ser por uma razão.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Ensinar a aprender

     Ainda me lembro que no meu tempo, o do antigamente, as escolas eram muito menos acessível, era apenas para alguns, previligiados... Mas recordo-me também que nesse mesmo antigamente as escolas ainda cumpriam a sua função, ainda ensinavam professores.

Existo

     A existência por si só, não é um acto consciente. É possível viver uma longa jornada a acreditar que se existe, e apenas depois perceber que mais que dizer, "Penso, logo existo", é sem dúvida, "Existo, logo sinto-o".
     De facto, existo mais do que pensava e percebo que isso me é inerte, pois constato que o acto de existir é imune ao meu poder de decisão, pois isso não é consequência de um querer consciente mas sim, a sua causa.
     Existir não é uma escolha, é uma característica.

08.10.14

     Sempre que sentirmos estar para o Todo assim como o Todo está para nós, click, Somo-lo.