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quarta-feira, 18 de março de 2015

"O Meu Big-Bang" - Capítulo VI

    - O quarto símbolo é referente á letra S do nosso alfabeto:

ÌSaber
                       Sabor 
                            Sonhos

g    Saber
          Saber falar e saber estar calado é respeitar e ser respeitado.
          Dos diversos Saberes, existem alguns que penso serem indispensáveis, como, por exemplo, saber como lidar com os outros e com as diversas personalidades que vamos conhecendo, algumas delas que até nos parecem desequilibradas ou controversas, mentes que nos confundem em muitas coisas, coisas essas que são nossas por direito e, por isso, deveriam ser intocáveis…
          Não se consegue alcançar o que quer que seja sem saber o que se fazer nem sem saber o que se faz. Os provérbios de outrora trazem-nos ensinamentos e sabedorias antigas mas não menos verdadeiras, escondidos na sua forma simples de se o dizer, tal como “ no saber é que está o ganho”. É precisamente deste Saber que vos quero falar.
          A vida é todo um conjunto de vários Saberes. Dos Saberes mais difíceis que adquiri, Saber-estar foi aquele que mais me deu luta, aprendi com a derradeira experiência cruel da vida. Foi com sofrimento que percebi o quão importantes podem ser as minhas acções e o impacto que elas têm nos que me rodeiam. Existe uma maneira de aprender certas coisas, é a passar por elas, é quando a vida se manifesta para connosco, levando as agressões quotidianas ao estremo. São pequenos pormenores a que devemos Saber estar atentos que ditam se todo o resto tem significado ou não. É a porrada diária e as sovas de vez em vez que nos fazem Saber o que é conseguir superar e o que é Saber-Ser.
          Não devemos nem podemos agir da mesma forma para com todos, importante é continuar a ser o mesmo, mas adoptar formas diferentes de agir ou falar, consoante a situação desse presente constante. Fica assim ao critério de cada um, Saber quais as diversas formas a adoptar para cada ocasião.
          Se não souberes, não finjas que sabes apenas para os outros saberem que tu sabes. O fôlego da vida é a constante procura da arte do Saber. Se não souberes pedir nunca saberás o que é receber. Não te acomodes com aquilo que és nem te contentes com o que tens, pede com convicção, mostrando todos os dias que és feliz, demonstrando o Saber pedir o dobro e a humildade de agradecer o triplo.


g     Sabor
O Sabor é a bendita recompensa da vida, vida essa, repartida em vários pratos e ocasionalmente uma sobremesa ou um petisco adicional. No casamento da vida, por vezes temos mais olhos que barriga e comemos demais, mas neste copo de água não temos apenas que comer, também precisamos de digerir. E digerir, meus senhores, é uma arte.
            O Sabor é quase, se não sempre, a concretização de uma acção, seja ela qual for. Acções como, levar um bolo de chocolate á boca, estar com quem se ama, conduzir o seu carro novo, aconchegar-mo-nos com o calor de uma boa fogueira numa gélida noite de Inverno; todas estas acções sabem bem. As pessoas associam o “saborear”, primeiro que tudo, ao acto de comer, e só depois ao acto de fazer. Mas comer é apenas o nome da acção, pois saborear é o cintilar dos sentimentos e o despertar dos mesmos, como consequência dessa acção. 
            Se os olhos são a janela da alma, a boca é o trampolim para o rés-do-chão do grande Edifício-Mental.
            Sabor é o proveito que se pode tirar das coisas, tudo se faz pelo sabor: joga-se pelo Sabor de ganhar, mata-se pelo Sabor de vingança, nasce-se pelo Sabor de viver;.. Nascemos com uma sede gigante de Sabores, espreitamos pela janela (olhos) e saboreamos com a mente, ao contrário da água destilada, a vida saboreia-se.
            Qual é o Sabor de cheirar uma rosa? Qual é o Sabor de ouvir a tua música preferida? Qual é o Sabor de fazer uma coisa bem feita? Qual é o Sabor de receber uma massagem? Qual é o Sabor da felicidade? Qual é o Sabor da sabedoria? Qual é o Sabor da vida? Qual é o Sabor de Ser?
            Nós apenas Saboreamos com a consciência, o corpo humano age apenas como transmissor. Sabor é o conjunto das sensações que sentimos quando nos são transmitidas pelo nosso corpo, sejam elas boas ou más sensações, prazer ou sofrimento/desconforto (dor).
            Está na hora de saborearmos isto como deve ser, está na hora de nos mentalizar-mos que a digestão não começa na boca, mas sim na mente. Percebam que é com a mente que trabalhamos e digerimos o que comemos (experiências), para podemos absorver todas as vitaminas e proteínas (sabedorias) de que tanto necessitamos, com particular atenção para evitar indigestões.
            Depois disto, gozamos o Sabor, desfrutamos daquilo que adquirimos, tiramos partido de todo o nosso trabalho, com gosto, com prazer, com Sabor… e depois… Adivinhem?
            Começamos tudo de novo, prontos para a próxima refeição.


g     Sonhos
        Os Sonhos… Onde estão os Sonhos que tive outrora? Há Sonhos e sonhos…
          No presente tenho apenas um sonho, concretizar todos os meus sonhos. Sem o Sonho, o acto de concretizar perde significado, embora muitos deles sejam meramente fictícios e aparentemente sorriais, os Sonhos são muito importantes para a existência da evolução e da conquista. Os Sonhos, no fundo, são objectivos, são metas a alcançar, e daí serem tão importantes para evoluir, pois a evolução requer um vasto leque de objectivos, como se estivéssemos a desenvolver um texto ou um história por tópicos, mas em vez de escrevermos com uma caneta, escrevemos com os nossos actos.
          Os Sonhos existem porque os temos, e isso é tão real como a vida que levamos. Pode dizer-se que os Sonhos são o fermento deste grande bolo, pena é não podermos desfrutar dele quando a mesa estiver posta… Desfrutar da imaginação de um sonho é quase tão gratificante como vivê-lo. No nosso Edifício-Mental existe um ecrã gigante onde podemos vislumbrar tudo o que desejarmos… Gosto de chamar a isso, LIBERDADE.
          O mundo dos Sonhos é, de facto, a verdadeira realidade e para ser franco, o meu sonho é fazer parte da salvação do mundo, e já sei por onde começar… por mim.



"O Meu Big-Bang" - Capítulo V

     - O terceiro símbolo é referente á letra V do nosso alfabeto:

Ì  =   Vida
                                 Verdade
                                Vitória
  
g  Vida

Entre inúmeras formas, vida é igual a:
4  Período de Tempo;             4  Poder;
4    Electricidade;                       4  Criação;
4    Intenção;                               4  Eu (Tu);
  

            Ao mesmo tempo que o tempo passa, o tempo é vida, a vida vai passando e o tempo não pára.
            A vida pode ser vista como um período de tempo, compreendido entre o dia em que nascemos e o dia em que morremos, mas será correcto dizer que a vida não passa disso? A minha opinião é de que a vida consegue ir muito mais longe.
            O planeta Terra emana de vida, em milhares de milhões de formas... Chama-se vida a qualquer organismo que se auto sustente e que interaja com outro organismo. Ao microscópio, um simples átomo não é vida, dizem os entendidos… pois eu ponho-me a pensar e, se formos ao profundo da questão, deparamo-nos com uma situação bicuda.
            Os grandes Senhores dizem que um átomo ou um conjunto de átomos ou partículas similares, quando dispostos desordenadamente, não representam qualquer forma de vida, mas afirmam que, se pelo contrário esses átomos se juntam, formando ligações chave (compostos carbónicos e aminoácidos), aí e apenas nesse caso, daria origem ao aparecimento de vida, através das ligações exactas e cada vez mais complexas, chegaríamos à complexidade de animais que vê-mos hoje.
            Então mas porque se considera a vida desta forma? Afinal não somos todos feitos da mesma matéria e mesma energia? Tenho que discordar com os entendidos, pois penso que qualquer partícula que contenha electricidade é uma forma de vida, pois a vida material é conduzida por uma cadeia de acontecimentos com base em pequenas ondulações electromagnéticas… Por conseguinte, VIDA, é tudo aquilo que somos, é tudo aquilo que nos envolve.
Ter vida é ter o poder dentro de nós, até á mais pequena partícula. Onde há transformação, há vida, em tudo existe vida. Onde há fumo há fogo, onde há vida há poder de criação. O Homem foi criado com o objectivo de criar. Ter o poder de criação é ter vida, dar vida e ser vida. Todos temos o poder dentro de nós, eu sou vida e até depois da morte vida serei, apenas não da forma como a conhecemos. Eu dou vida à minha vida.
            A vida é só uma, e fazemos tudo e todos parte de mesma, vou viver a vida, vivendo-a, desfrutando da criação a mesma.
            Compreendendo este pensamento desta forma, ajuda a perceber e a aceitar melhor o ciclo natural das coisas.
 “Nada se destrói, tudo se transforma”.
            As partículas que me constituem já cá estavam antes de eu nascer, apenas me transformei, então antes de nascer já era vida e antes de a ter já a tinha…
            Não sobreviverei, viverei sim todos os dias até ao dia em que não haja mais dias.


g  Verdade
Ser verdadeiro é sinónimo de honestidade, de honra, de orgulho e sobretudo de modéstia. Como se costuma dizer, a verdade vem sempre ao de cima, não existe verdade mais verdadeira que esta, e o que é certo é que os segredos não duram para sempre. Não gosto de mentir, pelo contrário, por muito dura que seja a verdade, é sempre o melhor caminho para resolver tudo. Agora pergunto, porque não somos todos verdadeiros por natureza? Não é basicamente para isso que cá andamos? Se queres ser alguém na vida, se queres elevar-te a outro nível, então sê verdadeiro! Ser a verdade é estar bem connosco. Mentir vai contra a natureza do ser Humano, quer queiramos quer não, a verdade é esta. Independentemente de nos fazer sentir bem ou mal, mentir traz sempre, e sem excepção, maus sentimentos, más vibrações e energias negativas, não esquecendo também que altera o ciclo do fluxo do nosso Chi.
            Vivo em prol da verdade absoluta, para ser feliz e para fazer feliz. No fim não levarei comigo o peso da hipocrisia


               g  Vitória
        Ganhar, Ganhar e Galhar! Até cega, é uma força que vem de dentro, capaz de passar por cima de tudo e todos. Sem pudores nem respeito algum, atropela os amigos e até a própria família. Se deixarmos, em dois segundos torna-se uma força destrutiva que nos consome. Engole-nos por inteiro, digere-nos até ao tutano e cospe-nos, ou o que sobra de nós, para uma valeta imunda. Esta força massiva não guarda rancor, mas provoca-o. As batalhas que travamos diariamente, fazem disto a que chamamos vida, a vitória das vitórias. É o conjunto de todas estas batalhas que dá significado á vitória da guerra, é no fundo, o que nos faz correr com intenção, é o que nos faz conquistar os elementos certos e ter a atitude certa no momento certo.
          No entanto, o caminho para sair vitorioso é bastante acidentado, é preciso juntar sorte, poder de observação e inteligência para não nos cegarmos pelo objectivo e perdermos-nos no caminho. Muitas vezes optamos por recorrer a atalhos, perdendo completamente o rumo, distraídos, perdemos até a nossa própria natureza de espírito e consciência. Mas o pior de tudo é que quando assim o acontece, é um caminho solitário.
          A vitória não tem que ser obrigatoriamente cega, basta apenas ser… a vitória de todos os dias. Basta ser a vitória de conseguires ser sempre TU em qualquer das circunstâncias durante toda a tua vida. Claro está que a vida é semelhante a um jogo, todos os jogadores têm as mesmas probabilidades de ganhar, depende sim, da maneira como cada um joga. Eu jogo de maneira simples, se é para jogar é para ganhar; se é para ir é para vencer. O mais importante num jogo é ter a consciencia de que a vitória é fruto das derrotas, e são estas que nos dão o sabor de alcançar a glória da vitória.                                

"O Meu Big-Bang" - Capítulo IV

     - O segundo símbolo é referente á letra P do nosso alfabeto:

Ì Paz
                              Paraíso
                                     Perfeição

            g Paz   
Cá está uma de muitas questões um pouco ortodoxas. Isto porquê? Porque se nos estivermos a referir á paz no mundo torna-se num assunto bastante delicado. Com tantos biliões de pessoas no mundo é óbvio que existem opiniões diferentes, isso leva a, na maioria das vezes, criar conflitos. Por outro lado, as guerras servem para uma coisa, criar a paz.
            Não será possível chegar-mos a um estado de paz no mundo, sem haver muitas e muitas mortes pelo meio. A paz é o inverso da guerra, então a forma mais fácil de alcançar a paz é começando uma guerra, pois este termo não é apenas um estado, mas também fruto de uma luta constante.
            Tal como no mundo, também a nossa mente precisa de paz, não é só preciso saber o que se quer ou onde se quer chegar. O mais importante é encontrar-mos aquela paz interior que o nosso espírito tanto procura, para podermos manter o equilíbrio da razão. Desde que existo que travo ferozes batalhas psicológicas, a causa destas aparecerem é um pouco contraditória e poderá ser até controversa, mas no meu caso percebo bem a razão. Sou um pessoa que está constantemente um conflito consigo mesmo, pois tenho a noção e ter duas personalidades, sou inevitavelmente duas pessoas diferentes no mesmo mundo. Uma, mais que a outra, vive para partilhar tudo o que sou e que tenho de bom, a outra, por outro lado, é o veneno em pessoa. Mas o que é certo é que um não vive sem o outro, pois não saberíamos distinguir o bem do mal se assim não o fosse. É o questionar dos dois que me faz chegar a um estado de espírito superior, pois consigo encontrar a paz de espírito que necessito, tirando desses conflitos psicológicos o melhor dos dois eus.
            Para quem quer mudar o mundo, que comece primeiro por mudar a sua mente.

         g  Paraíso
         O que nos diz esta palavra? Será que nos diz mais do que aquilo que significa? Se se refere a um espaço ou lugar, onde é? Se for referente ao tempo, então quando chegaremos lá? Quando vai ser? Ou já é? Já está a ser? Ou já foi?
            Não… não é, não foi, nem será. Não é físico, não é sítio nem muito menos uma promessa de lugar. Embora não exista tal sitio podemos encontra-lo se assim o desejarmos com todas as forças.
            Jesus, Buda, Alá, Deus, entre outros, são dos muitos nomes que a humanidade atribuiu para se referir ás leis do universo. Energia positiva e energia negativa coabitam e alimentam-se mutuamente.
            Todos nós temos cá dentro a janela para o paraíso; o paraíso é permanente no nosso dia-a-dia, basta procurarmos ser felizes, pois o paraíso não é aquele sítio belo no reino dos céus, desenganem-se. A felicidade é muito subjectiva, como todos nos sabemos, o termo felicidade varia consoante cada pessoa, mas em todos os tipos de felicidade existe uma coisa em comum, para atingirmos a felicidade é necessário estarmos bem com nos mesmos e o que nos rodeia, e sem dúvida em harmonia com o universo. A felicidade está para o paraíso como os pulmões estão para o ser humano.
            A felicidade é o combustível para o paraíso instantâneo, e se quisermos…
                        O paraíso é hoje, aqui e agora.


 g  Perfeição
Tal como Leonardo Da Vinci tentou explicar, existem vários níveis de perfeição. As pessoas que, no seu dia-a-dia, se preocupam e concentram em fazer tudo o melhor possível, a esses chamam-se perfeccionistas. Não só esta palavra serve para me lembrar que é um dos meus objectivos e que tenho sempre de dar o meu melhor, mas também tem outro significado mais profundo. Estou-me a referir claro está, ao perfeito-feminino. Este termo vem da condescendência dos adeptos da teoria da conspiração, mais precisamente do Santo Graal. O perfeito-feminino é o equilíbrio, ou um estado de equilíbrio, entre o bem e o mal, o feminino e o masculino, em que tudo culmina num estado de espírito.
            Durante os vinte e seis anos de vida que até agora pude desfrutar, das informações que pude recolher e absorver até então, posso dizer com bastante clareza e muita certeza que o famoso “cálice”, o Santo Graal, foi na realidade mal interpretado e consequentemente abafado pela poderosa igreja que conhece-mos hoje.
 A verdadeira história por de trás de tudo isto, quase se perdeu ao longo dos tempos, mas graças aos Grãos-Mestre, o segredo permaneceu imaculado até aos dias que correm, mas está prestes a ser revelado. Pois agora posso dizer, sem medo de repercussões que, a palavra original em hebraico, a língua mãe, ainda muito antes do latim, em vez de Santo Graal, escrevia-se “Sant Real”, que traduzido em termos literais significava Sangue real.
            Ora todos sabemos que Maria Madalena foi a primeira discípula oficialmente seguidora de Jesus Cristo, quando este impediu a sua morte por apedrejamento em praça pública, sentença dada pelo povo a Maria por ter cometido actos levianos, salvou-a dizendo: “que atire a primeira pedra quem nunca pecou” .
            Assim como nós sabemos, também Da Vinci o sabia na altura, por isso pintou uma das suas grandes obras de arte, e também um dos seus grandes mistérios, o quadro “A última ceia”. Olhando com olhos de ver, á direita de Jesus, encontra-se uma imagem de um apóstolo, mas as suas expressões são meticulosamente, ao que parece, pintadas com um tom efeminizado. Repara-se até na subtil saliência dos seios, de uma forma que suscita à intenção propositada do autor, além disso não deixando de mencionar outros aspecto como a face, as mãos e principalmente a boca são sem dúvida femininos.
            Segundo a igreja, este quadro representa a noite em que Jesus esteve com os seus 12 discípulos (homens), após a sua morte, antes da grandiosa ascensão aos céus.
            Bem, tenho de dizer que discordo bastante com esta versão da história. Eu gosto mais de pensar que o Santo Graal (Sangue Real), representa sim um primogénito de Jesus e Maria Madalena, que segundo os factos se chamava Sofia. Os últimos registos em manuscritos (e únicos) indicam que ela viveu, pelo menos, até aos doze anos, tendo sido entregue ao primeiro Grão-Mestre, a quem confiaram o segredo dos segredos, com um enredo espectacular criaram também uma irmandade para protegerem o grande segredo e o seu Grão-Mestre, segundo dizem, até aos dias de hoje.
            Isto tudo quer dizer que o Sant Graal de Cristo, a sua descendência, ainda se encontra provavelmente entre nós, através de anos de ocultismo de gerações. Dado isto tudo ser também as minhas crenças, este símbolo significa perfeição porque me lembra que posso sempre ser melhor, mais perfeito, e também para sublinhar o respeito e fé que deposito na verdade absoluta.
            Para ser perfeito, basta ser único.



terça-feira, 17 de março de 2015

"O Meu Big-Bang" - Capítulo III


     - O primeiro símbolo é referente á letra A do nosso alfabeto:                                                                

Ì Amor
                                                                                 Amigos
                                                                                   Audácia

         g  Amor
         É não só o mais poderoso mas também o mais delicioso dos sentimentos que um ser humano pode alguma vez sentir. São sem dúvida infinitas as diversas maneiras de amar algo ou alguém. Matamos por esta “palavra”, lutamos por esta “palavra”, somos felizes por esta “palavra” e morremos por ela as vezes que forem necessárias. Mais que uma mera palavra, uma “bênção”.
            Dedico este pequeno espaço, pequeno em tamanho mas grande em ternura e não menos importante que os outros, vindo directamente do meu coração, á minha cara-metade, á pessoa que me ama nos maus momentos, ao meu anjo da guarda, á pessoa que atura as minhas merdas e me limpa as lágrimas quando tenho medo e fraquejo. Esta pessoa é a coisa mais especial entre os especiais… foi quem me fez definitivamente crescer, onde graves problemas nunca foram obstáculos, apenas aprendizagens. É com ela que partilho e é dela que recebo. Como gosto de dizer, é o parafuso que perdi quando bati com a cabeça á nascença. A magnífica energia positiva de sua alma ecoa na beleza dos seus olhos, ofuscando com a sua luz até os próprios cegos. É tudo o que pedi e que continuarei a pedir… é algo que faz parte de mim… magnifico espécime este com que me prendaram á nascença… lindíssima e deslumbrante, á minha querida Mãe.

g  Amigos
O que seria de mim sem aqueles que me querem bem... Uma camisola quando fica velha e gasta, não se chama simplesmente um trapo apenas pelo aspecto, mas sim pela forma como olhamos para ela depois de velha, porque nos esquecemos que ela já foi uma óptima camisola, que nos acompanhou muitas vezes e nos protegeu do frio outras tantas… Isso acontece porque talvez seja culpa nossa, pois se calhar não a estimámos como devíamos. Por vezes é mais fácil esquecer a velha camisola e comprarmos outra nova, do que cozer remendos nos buracos que nela se foram criando.
            Como não dá para comprar os verdadeiros amigos, cabe a cada um de nós lutar, conservar e continuar sempre a construir todos os dias cada amizade, para que no futuro possamos olhar para o nosso guarda roupa e ver que temos muitas e boas camisolas sem buracos e sem linhas a descoser.
Os amigos não aparecem só porque existem, constroem-se.
     -“Não faças de burro cavalo alheio”-
          
           g      Audácia
Não basta apenas sermos fortes e destemidos. Para quê um leão ter garras e dentes grandes se não tiver audácia para os usar? Para que serve gostar-mos muito de alguém, fazer-mos coisas inimagináveis por esse alguém, lutar-mos ou morrer-mos por esse alguém, sem nunca lhe termos dito o que sentimos?
            Não é preciso termos apenas boas qualidades para nos sairmos bem como pessoas, mas sim ter a audácia de usá-las em nosso beneficio sem os efeitos colaterais de prejudicar os outros, pois o termo audácia não se resume a esperar que as coisas aconteçam, mas sim tomar a iniciativa para que tal seja possível de acontecer.


"O Meu Big-Bang" - Capítulo II

Eu e as Coordenadas da Vida:


          No centro encontra-se um símbolo com dois caracteres, que na verdade é uma palavra, “EU”.
            É o emissor de todo o sentimento contido em toda a informação que do medalhão emana em todas as formas e com todas as forças do meu ser. Eu sou o coração de mim, e sem mim o EU não existe e nada mais importa… e tudo fica coberto de escuridão e envolto no vazio do absolutamente nada…
Continuarei á procura de mim mesmo, até que tudo se una no mesmo ponto, o BEM, o MAL, o EU e o outro EU. Para uma caminhada de sacrifício e de luta, para que o meu espírito possa evoluir para outro nível, onde tudo deixa de ter um significado tão deveras terreno e promíscuo.
As quatro setas que nascem e se afastam do centro até ás extremidades, representam entre  muitas, as minhas principais coordenadas da vida  e  cada  uma  delas  contem  os  meus principais princípios de vida. As setas são também referências a pontos cardeais,  para me ajudar a encontrar sempre que me sentir perdido neste aglomerado de fragmentos que é a vida.
            Cada coordenada da vida tem um símbolo, cada símbolo tem um significado e representa cada um, três palavras-chave para aquilo em que acredito e que fazem aquilo que sou.  Os símbolos são letras de um alfabeto que criei á já algum tempo, por isso precisamos de os descodificar para o conseguir-mos ler de uma forma que faça sentido.


"O Meu big-Bang" - Capítulo I

Introdução

            Ao longo da vida, têm-me acontecido coisas que se mostraram bastante difícil de ultrapassar. É nesses momentos que o vazio me enche a mente, é aí que me sinto desorientado e completamente perdido, sem saber o que pensar...
            Muitas religiões, como por exemplo a religião Cristã, têm alguns talismãs ou objectos, digamos assim, que servem não só para “venerar” o sagrado mas também para dar “apoio” aos seus seguidores, fazendo com que ganhem esperanças e se encontrem, quando a vida não lhes sorri. Ou seja, por exemplo, um crucifixo ou um terço, os objectos não passam pura e simplesmente disso, de objectos, mas têm uma grande energia associada a si, pois para quem se identifica com, neste caso, a cruz ou o crucifixo, olha para esses objectos e sabe que aquilo representa as suas crenças e eventualmente os seus mais importantes princípios de vida.
            Desde á uns tempos para cá que venho a sentir uma certa necessidade de ter um objecto meu, onde eu me identifique, uma coisa que represente muito para mim e ao mesmo tempo que seja uma espécie de retrato de mim mesmo ou complemento. Então á uns meses atrás comecei a criar o meu próprio “amuleto”. É como se fosse o meu amuleto da sorte, e nele estão gravadas, não só a pessoa que sou, mas também os valores que a vida me ensinou. Nele estão contidas as coisas que mais gosto na vida, os meus ideais, as minhas crenças, os meus princípios de vida, os meus sentimentos mais íntimos, entre outras coisas, que fazem daquilo que criei a descrição da essência do meu ser, transmitindo energia positiva e esperança para quando me sentir perdido e me estiver a afastar da pessoa que sou hoje e da pessoa que quero continuar a ser, aí… Aí olharei para o Medalhão do Guardião com a certeza que irei encontrar aquilo que procuro. Este medalhão representa a janela para a minha alma e é um complemento de mim.
            Nas próximas páginas está uma rápida, superficial e breve tentativa de explicar o significado da vida, segundo os meus “olhos”, e de todo este trabalho que tive, ao reunir o melhor de mim num só ponto, ao qual em tom de brincadeira lhe gosto de chamar: “O meu Big-Bang”.


segunda-feira, 9 de março de 2015

Clemente

        Não foi uma nem duas. Pois foram mais que três vezes que situações se viveram de semelhante modo. De maneira nenhuma existe a hipótese de alguns dos intervenientes perceberem que estão a intervir e que assim se encontram virtuosamente a influenciar tudo e todos aqueles que, por ínfimo contacto que seja, tenham interagido com o próprio.
        Pois, não foram nem três nem duas, não foram não senhor. Mas para animar a festa, vamos fazer uma festa para festejar os festejos que, se fosse naquela altura, conta-se que eram bem festivos. Ouve-se dizer até que o acto hediondo em si, desde onde começava até onde acabava, parecia e fazia lembrar uns batuques muito fanfarreiros até.
        Desde sempre que Fátima, filha do curandeiro pardo branco, soube que Viviane, sua filha e da semente do senhor, era especial, não pelos seus exemplares olhos empanados, mas pelo seu feitio e pela sua vinculada forma, sendo franco, fazia lembrar um extraterrestre. Um ser de outro mundo ou talvez qualquer coisa que de cá não seja nativa. Rodolfo, capataz, franziu as suas avantajadas e félfias sobrancelhas quando se deparou, pois, com o brutal espectáculo. Com um pensamento obsoleto, de uma forma livre e ardente, proferiu tamanhas palavras falsamente proibidas que iriam ecoar por milénios sob as bocas de mestres oradores, que já na época eram bem apreciados por seus feitos.
        Cinco minutos antes da hora nobremente marcada, eis que chega Amílcar a casa. De imediato Alberta, a governanta movida a pronto, avisa com um tom ocre os restantes presentes para se esconderem. Ao ouvir-se o famoso noc-noc habitual, Alberta desloca-se aparentando um gesto sofrido e moroso e, em modo tractor de fazenda, arrasta no seu encalço um valente aspirador-purificador de ar, tentando limpar ainda a feltifa persa enquanto abre com o seu braço mais forte a dita porta ao senhor Amílcar Alho que já está á espera á chuva á mais de cinco frases atrás. Cristóvão, Alfredo e Zé acompanham António na sua chegada com Amílcar.
        Assim sendo e dizendo ainda o que não disse, julgo eu terem sido mais de cinco até e não menos que dez mas com esta a ditar ser a última.
        Numa casa na colina a poente,  vazia de coisas que a encheram em tempos já esquecidos, Clemente acaba as suas tarefas domésticas de uma vez só e, com gentileza, balança-se em bicos dos pés sob o intemporal banco de madeira de oliveira, tentando abstrair-se do laço de corda que abraçava firmemente o seu pescoço, causando agora um desconforto crescente. Com um tom azulado de pele e já de pau feito, Clemente ganha a batalha e rende-se. Vai-se assim, em busca da sua crença até onde a encontre. Para trás deixa o defunto seus velhos, cansados e flácidos despojos ali pendurados de forma prescrita e findada.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Fragmentos de Mim por Eu a Dentro

        Não me quero esquecer. É muita coisa para armazenar... Enquanto vou recolhendo, quero fazer coisas com isso, mas logo que tento fazer, perco a concentração naquilo que continuo a recolher. Depressa me vejo sem saber bem onde armazenei tudo aquilo que recolhi, enquanto me concentrava apenas a concretizar coisas com o que anteriormente armazenei. Sei que está tudo aqui dentro, comigo... Mas onde?

Em Branco

        Sou dramático, dizem... Sou negativo e talvez egoísta demais. Retraio sentimentos e emoções, não por não as querer, mas por mero medo, pois desejo-as de forma ardente... O fazer de propósito logo se transforma em "sem querer". Não sei se, ao longo este tempo do não tempo, tenho tentado entender-me de verdade ou se a verdade é não querer apenas fazê-lo enquanto mascaro isso com falso conhecimento de mim próprio...
        Mesmo sabendo o que sinto e o que penso, é-me difícil perceber de onde vem isso. Mesmo desejando entender-me, será que na realidade me tenho esforçado para isso? De certa forma estou convencido que sim, mas ao mesmo tempo soa-me a uma desculpa esforçada por, com ardor, desejar sair desta espiral que me faz implodir. Sei que o problema é meu, mas estou ainda convencido de que, bem lá no fundo, pode não ser. Estúpida coisa sem sentido esta de necessitar de culpar alguém por coisas que, por serem minhas, apenas eu as sinto. Perco tempo a observar os demais e distraio-me ao ponto de esquecer-Me. Nem chorar consigo e preciso tanto...
        ........
        Quando se ama sem parar, como se pára de amar? Parece não haver explicação para se começar a amar, assim como para parar de o fazer. É fácil confundir o amar perdidamente com a extrema necessidade de o fazer. Sentir necessidade de amar é, no fundo, amar tudo e todos. O que é necessidade? O que é amar?... É prazer?... É satisfação? É ter?...
        Gostava de fazer o impossível, para provar da impossibilidade. Gostava de trocar o aconteceu pelo acontece... Mesmo tendo histórias para contar, não sei história alguma, não me sinto história nenhuma.
        Só perguntas... Não sei se não têm respostas ou se apenas não as sei procurar. Olho para o que digo e penso: Sim, sou dramático... e qual é o problema? Viver assim é uma escolha, mesmo que nem sempre pareça. Quando desejo que me deixem viver, apenas peço que vivam comigo.
        Quero tanto ser diferente que o sou de facto, mas não me apercebo. Agarro-me ao positivo para sair do negativo, na tristeza me convenço que existe alegria.
        Respirar sem viver é como nascer sem morrer.

Amor

        Se o Amor é o que importa, se é o Amor apenas o que é preciso, então talvez haja quem nunca tenha verdadeiramente amado.

terça-feira, 3 de março de 2015

01.03.15

        Traçar objectivos não é viver com eles, mas sim com exigências. O objectivo deve ser sempre condicionado pelo Ser e nunca o Ser pelo objectivo.

-- Daniela Reis --

        "O resultado do presente é o passado."

01.15

        Por breves momentos achei ter morrido... Logo acordei, constatei estar apenas adormecido, induzido no meu centro. Estive num sítio onde não ía há muito. Na verdade, não me recordo de ter lá estado, mas sei que lá estive. Foi ali que tudo começou. Foi exactamente ali, no menos três, na cave de um edifício que afinal é montanha. 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

MadammeEu

               Eu sou o desejo quando o sinto. Sou a vontade e o querer quando intensiono intensamente. Eu sou quem quer e, por isso, quem manda. Quem manda tem, quem manda faz fazer, quem manda pode. Esse sou eu. Esse sou quem gosto de ser quando no desejo me sinto.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Arte de Errar

        Quando erro, parece o fim do mundo... Parece que tudo o que fiz sem errar perde o significado. Alguns dos demais, senhores de si próprios, redentores da sabedoria, patronos do Saber, apontam-me o dedo como se nunca alguma vez tivessem errado. Como disse um grande senhor, ´nunca conheci ninguém que tivesse levado porrada, todos os meus amigos são campeões em tudo`...
        O que nos torna distintos? O que faz de nós mais do que? O que faz de mim eu próprio?
        Talvez eu de mestria , tenha apenas a minha imperfeição. Talvez a minha arte seja errar... não conseguimos ser bons em tudo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Fragmentos da Nuvem

        Eu Quero... Quero cada vez mais.
.....
        Cruzo-me com pessoas com aparente estranheza, mas sendo isso apenas o que vejo diferencia-se do que sinto. O que sinto faz-me crer que de cada vez que conheço alguém, esse me é familiar. Por vezes, sinto profundamente que já nos conhecemos, quase como quem cumprimenta e exclama: "porque demoras-te tanto?"
        Aquilo que recebo dos demais é-me reconhecido como frequências familiares, da grande família. Tento dar aos demais com a mesma clareza e transparência que a mim eles me transmitem, me dão. Como água cristalina, é um amor virgem, sem perdas.
        Com qualquer Ser que me cruze e ouse conhecer, sinto também uma espécie de sentimento recíproco, mútuo.. é notório quando os demais percebem que não me estão a conhecer, mas sim, a reconhecer-me. É um momento de particular conexão, um momento em que duas energias se fundem num só fluxo, como num acto afluente em que duas ribeiras convergem num grande rio com um impune caudal.
...,,
        Quando quase deixa-mos de tentar com uma intenção cega, soa-nos já não estarmos nesta procura de propósito... Quando encontramos o que nos fazia procurar, quando coisas acontecem, a sensação é a de que "até parece que foi sem querer".
.....
        Basta um belo e cruel momento para concretizar um sonho.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

(Des)Sossego

        Terra, Ar, Fogo e Água. Barcos, Âncoras, Navios e Fragatas. Tudo por mar a dentro, tudo por mar a fora. Vinte e três menos vinte são sete. Trinta e três é uma cor que cheira bem.
Jeropiga é um fruto de pedra mármore. Joanetes, olheiras e cotoveladas de sal fino.
Bolo em forma de comida. Catos silvestres das hortas do paraíso são alicates sem molas de felcro… Bidé. Saca-Rolhas ao vento, tempestade numa grade de minis. Dalai lama sem chuva.
        Uma foice de lâmina romba afiada em quina viva espetada num sítio de cogumelos laminados. Numa estrada sem caminho deslocam-se três dinheiros sem caminhar, a andar e sem correr, mas correndo parados. Sentimentos paralíticos das partes presas ao desprendimento. Pastilha de mentol com tâmaras de borracha até ao joelho cego.
        Armas, Armeiros e Armadilhas. Junco, Ferro, Faro e Nenúfar quadrado, dão em todo o lado. Humilhanço e Desacato.
        Bancos de jardim são colchões de água que por Mil dividindo igualam um pára-raios invertido de dentro para cima. No chão pingam gotas de madeira gelada, gélida e gelatinosa. Morcegos mor-cegam uma morcela de morsa. Gente em tons de cor de moedas. 
Bolor, Fungus Parvus. Israel é Pompeia sob Atlântida. Nozes defequidas. De dentes sob o granito, a voz abafa o grito.
         Quêntros, Sabres, Sobreiros e Sombras. Samurais nus.
Quebra de página perdida.
        Hoje é Ontem enquanto Amanhã troca de sapatos azuis balsâmicos. Droga, Drogados, Drogarias e Ourives de malte. Ovos kinder sem surpresa. Um quilo de chumbo flutua num mar de pedra calcário. Verde e Verdelhão. Cebolas, Cebolões e Porcos mortos por diamantes sangrados de seiva de leite empacotado. Tertúlias Vastas. Cabras prenhas em vassouras de bruxo manso. Patuscada dentro de castanhas secas de água benta. O pai é tio irmão de mãe avó sogra, que é enteada aos sábados todos os dias. Nuvens Poço e Peixes Tijolo. Dildo Matraca. Mesclado Tórrido e Torrado. Fuso fosco.
        Casa na praia, areia na porta da bicicleta de montanha. Pedaladas pedalantes que caem numa encosta verdejante. Um buraco de caminhos de ferro onde a vida é ausente e a morte é estéril. Encontra-se o Choro, Apavoro e pânico… Vazio. Vinte e sete menos trinta.
        Prisão libertada. Esquecimento lembrado de lembranças. Ver, Vista e Visão. Sol, Sal e Som… Vela, Lanterna e Luz.
        Tudo e Nada.
        Um dia uma coisa disse, e a outra respondeu que foi, porque aconteceu e chegou a dizer e a fazer, mas depois fez e foi mas voltou a vir e acontece que já tinha acontecido. Outra vez trouxe trazendo novamente pela primeira vez que era a última de sete. Foi-se embora sem ir, e foi, foi, foi, foi, foi, e foi sem parar até ficar Imóvel, Estática e Frígida.
Cai, abraça-se e morre renascendo.
        Alegre, triste e Contente. Recebe o presente de uma vida (des)sossego.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Quem Sou Eu

     "E depois é a importância que dou á verdadeira razão da minha existência... E o que para mim isso significa, a ambição que tenho em saber cada dia mais e melhor de mim e do mundo... e quando fujo dessa procura... não sou eu..."

                                                                                                                                   -- C.C. --                                                                              

Sala de Estar

      "É preciso ser-se sofredor da cabeça para abandonar uma sala de estar para ir para um sítio fazer sala e não estar."

-- CrazyEd -- 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

ProCUra

     Ontem, a procura concentrava-se em algo que me faltava. Hoje, o que me falta concentra-se em manter essa procura.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Estado de Estar

     Dormência, um estado áureo. É um estado, pois temos de estar de alguma forma, pois nunca estamos sem estarmos. Mesmo não estando, estamos sempre onde estivermos.
     Quando se nutre amor, ama-se... Não há amor sem amar.

11.12.14

     Eu, Ser, preciso de magicar pensamentos de fantasia e, com bastante frequência, de uma elevada dose de insanidade. Apenas para reafirmar a ausência de loucura.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Princesa-Guerreira

        "Hoje é o Amanhã do Ontem."

                                                                                                         - Dylemma -

sábado, 29 de novembro de 2014

Quem é Quem

     Um Pintor pinta, um Escritor escreve, um Escultor esculpe, um Mergulhador mergulha, um Coveiro cava, um Agricultor planta, um Orador ora... Será assim?...
     Então o que é um Músico que não faz música, um Futebolista que não joga futebol, um Atleta que não corre, um Ladrão que não rouba, um Professor que não ensina, um Relatador que não relata, um Aprendiz que não aprende... O que é um Rei que não reina?...
Quem é um Mágico que não faz magia ou um Poeta que não faz poesia?