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quarta-feira, 18 de março de 2015

"O Meu Big-Bang" - Capítulo X

Quadrante do Ser



  
          Ultrapassando a mera figura que representa, é um símbolo de vida e compreensão dos meios envolventes a tudo e a todos. O olho que tudo vê e que é omnipresente. A compreensão das leis do Universo está gravada neste símbolo. O Ser Humano tem a tendência, relativamente a acontecimentos que não consegue entender ou explicar, a associa-los ao campo da religião, do misticismo ou do oculto.
          O Homem, não esperando entender, limita-se a acreditar.
          A saudável sensação de estarmos a ser observados ou a ser
julgados constantemente, por alguma coisa ou por alguém, completa o
equilíbrio da razão e chama-nos constantemente á suposta realidade. Realidade essa que nos diz que o nosso comportamento decidirá com certeza a nossa centelha de vida; que nos faz respeitar os outros quando interagimos com eles e nos faz respeitar a nós próprios quando nos encontramos sozinhos. Este símbolo chama a atenção ao medo de mentir e ser apanhado, fazendo com que nunca estejamos sozinhos, consumando assim a existência de testemunhas, fazendo-me questionar; De que vale afinal a mentira quando algo ou alguém (o olho = eu) também me observa?... Faz-me acreditar que aquilo é a minha Alma no seu estado mais puro, que me fala de uma janela dimensional distante, do mundo energético, dizendo-me:
          -“Não faças nem digas aos outros o que nunca farias ou dirias a ti mesmo. Se gostares de ti e te respeitares, o sentimento para com os outros será recíproco.”
          O Olho como eu o vejo, não deixa espaço para dúvidas nem para especulações, é bastante conclusivo e objectivo, lembra-me que todos nós temos a capacidade de observação. Não vou cair no desleixo de me distrair com coisas banais nem com pormenores fúteis. Tal como um praticante de culturismo precisa de exercitar o seu corpo, recorrendo a um ginásio, também eu considero importante exercitar o poder de observação de que disponho por natureza, treinando todos os dias de uma forma contínua e progressiva; O truque? Estar atento e observar o que se passa em meu redor, vendo com “olhos de ver” os passos dos outros e comparando-os com os meus.
          Qualquer um tem esta capacidade, basta estarem cientes dela. No início irá mostrar-se uma tarefa aparentemente difícil, mas com o tempo e experiência tudo mudará e tomará uma nova forma, ficando tudo mais claro e fazendo muito mais sentido.
          Pelo caminho que falo só andará o cauteloso, pois observar e estar atento não é o mesmo que desconfiar, separados por uma linha muito ténue será relativamente fácil perdermo-nos.
          Por isso sorriam, estão a ser filmados.



"O Meu Big-Bang" - Capítulo IX

Quadrante do Ser




          Não me esqueço de rir muito, pois respeito a responsabilidade de me respeitar a mim mesmo.
          Um arrepio na nuca, foi o que senti quando, com a minha mão direita, toquei na minha alma e lhe arranquei este símbolo, apenas para mostrar ao mundo que sou digno de estar aqui e ninguém o é mais que eu, pois não sou mais que ninguém.
          Tentando explicar o inexplicável, digo-vos o que este símbolo significa para mim… Este símbolo é retirado de um alfabeto que eu mesmo criei, é o que representa a letra R. Para ser sincero, não fui o único autor deste alfabeto, fi-lo quando frequentava o 7ºano, em conjunto com o Jorge, o meu melhor parceiro de turma, o meu melhor companheiro, o meu melhor amigo, o meu melhor confidente e o meu melhor irmão; pois conseguimos ser um todo, mesmo quando somos dois.
          Da extensiva lista de sentimentos que este símbolo emite, vou apenas mencionar uma mão cheia deles, não por serem os outros menos importantes mas sim porque são estes os mais óbvios.
          Acima de tudo simboliza o RESPEITO. É o acto de respeitar que impõe a ordem a tudo. Respeitar tudo e todos é respeitar a Natureza e o Universo, e isso é decifrar o código dos códigos, é conquistar o baú do tesouro escondido no fim do Arco-íris. Uma vez que respeitamos, porque não confiar? Porque não assumir os nossos erros? Porque não perdoar? O que será do respeito se não estiverem nele contemplados estes valores?
          O peso da consciência tem de ser ZERO, e para isso é necessário negar atrozmente a necessidade de ter sempre razão e calibrar bem a Balança-Mental. Somos seres de Luz por uma razão apenas, somos capazes de ser, pelo menos, duas pessoas em simultâneo na mesma cabeça, logo, temos de levar em conta que o EU global, verdadeiro, é o resultado da discussão dessas duas opiniões. De um lado temos uma opinião, e do outro temos outra naturalmente oposta ou apenas muito diferente, e o Senso-Comum resulta da pesagem dessas duas opiniões, naquilo a que gosto de chamar de Balança-Mental. Não podemos dar-nos ao luxo de nos esquecer e desviar a atenção desta balança um segundo que seja.
          O respeito é a matéria-prima da vida, extraída pelas máquinas mentais de grande intelecto, fabricada no interior dos nossos corações e exportada através das nossas acções. No Edifício-Mental existe uma empresa que se chama consciência, e como todas as empresas tem fornecedores e clientes, e o papel desta multinacional é ter a sua pequena mão esquerda para receber e a grande mão direita para dar. Eu sou o gerente da minha empresa. Sorriam, pois nestas empresas não existe o termo falência, apenas evolução.
          Quando se fala em evolução, fala-se de um termo baseado na comparação, ou seja, evolução é a comparação entre o que éramos, o que somos e o que poderemos ser. Penso que o que isto nos diz é que, se queremos evoluir para algo melhor, se queremos ser o que nunca fomos, então apenas vejo um caminho… Precisamos de pensar o que nunca pensámos, precisamos de ir onde nunca estivemos, precisamos de dizer o que nunca dissemos, precisamos de agir como nunca agimos, necessitamos de ver o que nunca vimos… Por isso, perdoem a quem vos magoou, limpem as lágrimas a quem vos traiu, enterrem o vosso orgulho na felicidade de quem vos deixou ficar mal, assumam os vossos erros perante quem erra, dêem amor e carinho a quem amam, ajudem quem vos negou ajuda, sorriam nos momentos felizes, chorem quando tiverem que
o fazer, partilhem, respeitem-se, sejam sinceros convosco, acompanhem quem vos abandonou, sejam vocês sempre, sejam a diferença…
          Isso é RESPEITAR.


"O Meu Big-Bang" - Capítulo VIII

Quadrante do Ser


         g  Escorpião, o Signo dos Signos

          Este símbolo representa o meu signo e serve também para me lembrar, no final de contas, de que “massa” é que sou feito.
          Nascido a 23 de Outubro de 1985, sou o que se pode chamar, em linguagem comum, um indivíduo com um feitiozinho de bosta, mas prefiro dizer que tenho uma personalidade bastante própria. Como não há ninguém melhor para falar de nós, se não os outros, recorri á literatura e pesquisei sobre o meu perfil, para ter uma descrição o mais próximo possível ao que supostamente são as minhas principais características e traços. Recorri a métodos para calcular o meu ascendente através da ciência da numerologia, executei cálculos em função do dia, hora e minutos aquando do meu nascimento, em que pela primeira vez pude tomar o primeiro fôlego nesta coisa fantástica que é a vida.
          Neste pequeno bocado de “EU”, deixei a outros mais indicados para falarem de mim, como se eu não o fosse, recorri por escrito a alguns profissionais que achei mais credíveis, de entre os incredíveis, e estes responderam-me assim, passo a citar:
             (NOTA: O QUE SE SEGUE PODE NÃO CORRESPONDER AO QUE SOU, MAS SIM Á BASE DE ONDE PARTI)


g  Escorpião em Numerologia
                                         
23.10.1985                          07:45

        É independente, auto-suficiente, orgulhoso e responsável. Quando está diante de um problema tem um raciocínio rápido e uma notável capacidade de análise que o leva a diagnosticar, com acerto, a doença num corpo político ou de uma organização. Terá mais sucesso com o sexo oposto do que com o seu próprio sexo; O mesmo acontecerá com as pessoas mais velhas, junto das quais será bem sucedido, ao contrário das mais novas. Adapta-se facilmente ao seu meio e na sua vida, sendo muito versátil, pode aventurar-se no negócio, nas diversões e nas profissões médicas.


               DIA 23 = DIA DA PERSUASÃO

        Se quiser levar uma vida sem maiores problemas, tem de trabalhar ao máximo o seu lado compreensivo. O 23 tem grande habilidade para lidar com as pessoas, é paciente, tem capacidade investigativa e perseverança para conseguir clarear uma situação obscura ou então descobrir um caminho novo, um caminho nunca antes percorrido. Apesar de ser paciente, nunca descansa até conseguir o que quer. 23 é o número do sucesso material, do dinheiro, e o seu portador precisa aprender a seguir caminhos profissionais, de preferência os de alto nível e não enveredar para os negócios, pois sendo intelectual, pertence ao mundo sensível e não está apto a servir ninguém. Tem personalidade marcante, rara inteligência (aprende tudo com grande facilidade), inclinação social (gosta de festas e reuniões) e se dá melhor com o sexo oposto do que com o próprio. Em virtude da sua grande sensibilidade, quando lhe tolhem os objectivos ou reprimem seus ideais, pode sofrer sobremaneira do sistema nervoso. Pode ser um excelente diplomata, político, médico, psiquiatra, psicólogo, terapeuta holístico, escritor metafísico ou até viver no meio artístico, conseguindo com esta profissão fama e alta posição social.


        g  Personalidade Bastante Própria

         Tem uma personalidade complexa, gosta de pôr o destino à prova e de o desafiar. Procura inquietar e fascinar os outros. Tem o dom da controvérsia. Não se dá a conhecer com facilidade. É perspicaz e tem grande capacidade de concentração, qualidades que o predispõem para profissões que exijam investigação. 
        É difícil ficar indiferente a um Escorpião. Tudo nele é exponencial: as paixões, as discussões, as opiniões. Se teme uma opinião sincera não lha peça. Jamais fará um elogio falso para marcar pontos ou ganhar aliados. Quando faz um elogio, está a ser genuíno. Conhece-se a si próprio como ninguém e acredita na sua auto-avaliação. Nunca se esquece de nada que lhe fazem de bem ou de mal. É uma força da natureza e costuma ter uma saúde de ferro. Habituado a atrair sobre si todas as atenções, devido à sua capacidade magnética, quando o amor acontece imagina que é para sempre e tudo faz para que assim seja.


        g  Perfil Escorpião

          O signo de Escorpião simboliza a intensidade. É determinado, denso e realizador. Também é passional, desconfiado e sarcástico.
          Determinado, agressivo, astuto, raramente fica passivo ou neutro diante de alguma circunstância. Bastante misterioso, obsessivo e reservado. Às vezes ciumento, ressentido e mesmo vingativo. Muitas vezes realiza mudanças completas no seu modo de vida. Trabalha em segredo até chegar o momento de revelar os seus planos. Tem sentimentos intensos tanto para o amor como para o trabalho.
          Magoa-se facilmente. Esconde as suas mágoas e parece calmo e controlado. Possui uma personalidade muito forte. Tem muita força de vontade, que poderá ser usada para controlar situações. O ferrão da sua cauda aparece no seu espírito sarcástico e mordaz usado para derrubar os outros. Esquece as experiências passadas e respeita o direito dos outros. Esperto, sabe quem escolher e em quem confiar. Se desconfiado ou receoso pode deprimir-se. Tem dificuldade em relaxar, não cede, resiste. Tem fascínio pelo oculto e pelo secreto. Faz o que quer.
           Representa o poder, os questionamentos, a força, a regeneração, a morte e o oculto, assim como a sexualidade, as coisas secretas e o aprofundamento.  A astrologia classifica os nativos deste signo, como pessoas inteligentes, arrojadas e que não temem obstáculos, podendo tornar-se cruéis com quem atravesse o seu caminho. Pessoas pertencentes a este signo são tidas como muito fiéis, sendo capazes de carregar um comboio pelos amigos, mas utilizam-se do mesmo comboio para passar por cima quando necessário. Segundo a astrologia, ainda, seriam bons líderes de grupo. Altamente sensuais e sexuais. Apaixonados, emotivos e de grande fragilidade emocional disfarçada.
          Isto pode significar ser uma força dominante na família e no local de trabalho ou alcançar o cume da realização criativa. A regência de Plutão acentua os aspectos de força, sexualidade, escuridão, profecia e profundidade do Escorpião, enquanto o co-regente Marte empresta-lhe dinamismo e comando, talvez também beligerância. O Escorpião é muitas vezes uma pessoa séria, e quem já sentiu a sua ferroada sabe que não pode ser facilmente ignorado. Entretanto, em geral não procura o confronto, mas reserva as suas armas para serem usadas na autodefesa.
          Nenhum outro signo tem sido mais difamado do que o Escorpião e, de facto, muitos nativos deste signo, foram injustamente taxados de traiçoeiros, manipuladores e demasiadamente sexuais. Na verdade, o Escorpião tem uma relação íntima com o mundo do inconsciente. Além disso, os temas da morte e do renascimento desempenham um papel importante na sua vida, muitos parecem passar por um árduo, às vezes angustiante, processo de transformação e metamorfose na sua personalidade.
          De um modo geral, o Escorpião carrega consigo uma compreensão instintiva da natureza altamente séria e trágica da vida. Portanto, suspeita de filosofias, panaceia, optimismo indevido e atitudes superficiais ou fulgurantes. Por outro lado, em geral, tem um excelente sentido de humor e mostra uma compreensão madura das ironias da vida. Mais do que a maioria, precisa de prestar atenção em tendências auto-destrutivas e no comportamento excessivamente controlador, no apego e na inabilidade geral de abandonar vínculos de toda natureza, seja a pessoas ou ideias.
          A posse e a propriedade do corpo, do afecto e dos bens manifestam-se com toda a intensidade neste signo. Escorpião quer saber o final de tudo que foi feito até Libra. Quer conhecer o que está além e não se contenta com as aparências. Vem daí a sua capacidade de revelar segredos, traduzir mensagens subliminares e "reagir com o estômago" a tudo o que seja uma ameaça. A atenção que Escorpião dá aos seus parceiros é prova disso, assim como a sua extrema fidelidade, a pior coisa que se pode fazer a um escorpianino é traí-lo.
          Dinâmico, ele é um administrador de crises, para as quais sempre encontra soluções. O escorpião detesta perder o controle, pois confia demais na sua intuição. Dizem que este é um signo relacionado ao sexo e à morte: no seu ápice, o sexo é como a pequena morte que marca uma etapa além da qual todos se transformam.
          Na saúde, Escorpião rege o sistema reprodutivo e excretor, ligados a duas características deste signo: reprodução, criatividade e corte de tudo o que está apodrecido. Nessa região do corpo está um centro de energia (chakra) responsável pelo sexo. Problemas nesta área resultam em desequilíbrio entre a vontade de perpetuar e o medo de deixar.
          Nas profissões, Escorpião destaca-se como um pesquisador nato, cheio de sagacidade, que vai á busca dos mistérios. A cirurgia, porque sabe extirpar corpos estranhos; a sociologia e a ciência política, porque sabe fazer isso no corpo social; a psicologia, porque favorece o mergulho nos mares remotos e infinitos do psiquismo humano, tem tudo a ver com este nativo. Na administração pública, Escorpião também se dá bem porque sabe gerir os recursos alheios em prol do bem comum.
          No amor, Escorpião vive uma paixão intensa e mergulha de corpo e alma no outro. Mas este nativo pode guardar segredos, porque no fundo teme perder o controlo. Por outro lado, tem sempre força suficiente para fazer renascer um relacionamento que parecia estar no fim. As "dores-de-cotovelo" do Escorpião são terremotos, nos quais afunda com toda a sua alma para depois renascer, mais sábio e mais forte.


"O Meu Big-Bang" - Capítulo VII

Quadrante da Família



         Composto por quatro hemisférios, este é o primeiro, e representa as estrelas mais importantes da minha vida, todas diferentes mas todas iguais. São elas: o meu pai, a minha mãe e as minhas duas irmãs.
Com uma beleza de contemplar, são sem dúvida os meus “mais que tudo”. Faço tudo por eles, amo-os incondicionalmente e lutarei contra tudo e contra todos se assim tiver de ser. Os laços e as ligações que cada estrela tem entre si emanam carinho e afecto infinitos e representam o pilar onde o meu edifício assenta. Sem estas belas estrelas eu não seria ninguém. Quando as estrelas deixarem de brilhar para mim, então nesse dia morrerei, pois a minha vida já mais fará sentido algum. Quando olhar para as estrelas, lembrar-me-ei que serão sempre minhas e eu sempre serei delas.
            Este processo evolutivo que é a vida conduz-nos progressivamente para a perda de inocência dos nossos actos, faz-nos ser cada vez mais culpados pelas nossas acções e não nos deixa muito espaço para agradecer-mos as coisas quase “sagradas” que temos ao nosso lado. O amor que completa a ligação entre membros da mesma família transcende todos os valores e conceitos sociais, em que o amor que nos faz cuidar dos nossos entes queridos se transforma quase numa espécie de compulsão.
            A família representa os maiores exemplos de vida que podemos ter e seguir, e lembrem-se:
É GRÁTIS, apenas porque existimos!...
            Quando a vida correr mal, mas mesmo muito… quando olharem para vocês e não conseguirem ver uma única razão para viver… parem e pensem, a família justifica tudo, pois a família não se distingue pelo tipo sanguíneo, mas sim pela característica da sua ligação, por vezes, ou em alguns momentos, nós temos que ser a nossa própria família.
            Olhem á vossa volta, existe família em todo o lado.


"O Meu Big-Bang" - Capítulo VI

    - O quarto símbolo é referente á letra S do nosso alfabeto:

ÌSaber
                       Sabor 
                            Sonhos

g    Saber
          Saber falar e saber estar calado é respeitar e ser respeitado.
          Dos diversos Saberes, existem alguns que penso serem indispensáveis, como, por exemplo, saber como lidar com os outros e com as diversas personalidades que vamos conhecendo, algumas delas que até nos parecem desequilibradas ou controversas, mentes que nos confundem em muitas coisas, coisas essas que são nossas por direito e, por isso, deveriam ser intocáveis…
          Não se consegue alcançar o que quer que seja sem saber o que se fazer nem sem saber o que se faz. Os provérbios de outrora trazem-nos ensinamentos e sabedorias antigas mas não menos verdadeiras, escondidos na sua forma simples de se o dizer, tal como “ no saber é que está o ganho”. É precisamente deste Saber que vos quero falar.
          A vida é todo um conjunto de vários Saberes. Dos Saberes mais difíceis que adquiri, Saber-estar foi aquele que mais me deu luta, aprendi com a derradeira experiência cruel da vida. Foi com sofrimento que percebi o quão importantes podem ser as minhas acções e o impacto que elas têm nos que me rodeiam. Existe uma maneira de aprender certas coisas, é a passar por elas, é quando a vida se manifesta para connosco, levando as agressões quotidianas ao estremo. São pequenos pormenores a que devemos Saber estar atentos que ditam se todo o resto tem significado ou não. É a porrada diária e as sovas de vez em vez que nos fazem Saber o que é conseguir superar e o que é Saber-Ser.
          Não devemos nem podemos agir da mesma forma para com todos, importante é continuar a ser o mesmo, mas adoptar formas diferentes de agir ou falar, consoante a situação desse presente constante. Fica assim ao critério de cada um, Saber quais as diversas formas a adoptar para cada ocasião.
          Se não souberes, não finjas que sabes apenas para os outros saberem que tu sabes. O fôlego da vida é a constante procura da arte do Saber. Se não souberes pedir nunca saberás o que é receber. Não te acomodes com aquilo que és nem te contentes com o que tens, pede com convicção, mostrando todos os dias que és feliz, demonstrando o Saber pedir o dobro e a humildade de agradecer o triplo.


g     Sabor
O Sabor é a bendita recompensa da vida, vida essa, repartida em vários pratos e ocasionalmente uma sobremesa ou um petisco adicional. No casamento da vida, por vezes temos mais olhos que barriga e comemos demais, mas neste copo de água não temos apenas que comer, também precisamos de digerir. E digerir, meus senhores, é uma arte.
            O Sabor é quase, se não sempre, a concretização de uma acção, seja ela qual for. Acções como, levar um bolo de chocolate á boca, estar com quem se ama, conduzir o seu carro novo, aconchegar-mo-nos com o calor de uma boa fogueira numa gélida noite de Inverno; todas estas acções sabem bem. As pessoas associam o “saborear”, primeiro que tudo, ao acto de comer, e só depois ao acto de fazer. Mas comer é apenas o nome da acção, pois saborear é o cintilar dos sentimentos e o despertar dos mesmos, como consequência dessa acção. 
            Se os olhos são a janela da alma, a boca é o trampolim para o rés-do-chão do grande Edifício-Mental.
            Sabor é o proveito que se pode tirar das coisas, tudo se faz pelo sabor: joga-se pelo Sabor de ganhar, mata-se pelo Sabor de vingança, nasce-se pelo Sabor de viver;.. Nascemos com uma sede gigante de Sabores, espreitamos pela janela (olhos) e saboreamos com a mente, ao contrário da água destilada, a vida saboreia-se.
            Qual é o Sabor de cheirar uma rosa? Qual é o Sabor de ouvir a tua música preferida? Qual é o Sabor de fazer uma coisa bem feita? Qual é o Sabor de receber uma massagem? Qual é o Sabor da felicidade? Qual é o Sabor da sabedoria? Qual é o Sabor da vida? Qual é o Sabor de Ser?
            Nós apenas Saboreamos com a consciência, o corpo humano age apenas como transmissor. Sabor é o conjunto das sensações que sentimos quando nos são transmitidas pelo nosso corpo, sejam elas boas ou más sensações, prazer ou sofrimento/desconforto (dor).
            Está na hora de saborearmos isto como deve ser, está na hora de nos mentalizar-mos que a digestão não começa na boca, mas sim na mente. Percebam que é com a mente que trabalhamos e digerimos o que comemos (experiências), para podemos absorver todas as vitaminas e proteínas (sabedorias) de que tanto necessitamos, com particular atenção para evitar indigestões.
            Depois disto, gozamos o Sabor, desfrutamos daquilo que adquirimos, tiramos partido de todo o nosso trabalho, com gosto, com prazer, com Sabor… e depois… Adivinhem?
            Começamos tudo de novo, prontos para a próxima refeição.


g     Sonhos
        Os Sonhos… Onde estão os Sonhos que tive outrora? Há Sonhos e sonhos…
          No presente tenho apenas um sonho, concretizar todos os meus sonhos. Sem o Sonho, o acto de concretizar perde significado, embora muitos deles sejam meramente fictícios e aparentemente sorriais, os Sonhos são muito importantes para a existência da evolução e da conquista. Os Sonhos, no fundo, são objectivos, são metas a alcançar, e daí serem tão importantes para evoluir, pois a evolução requer um vasto leque de objectivos, como se estivéssemos a desenvolver um texto ou um história por tópicos, mas em vez de escrevermos com uma caneta, escrevemos com os nossos actos.
          Os Sonhos existem porque os temos, e isso é tão real como a vida que levamos. Pode dizer-se que os Sonhos são o fermento deste grande bolo, pena é não podermos desfrutar dele quando a mesa estiver posta… Desfrutar da imaginação de um sonho é quase tão gratificante como vivê-lo. No nosso Edifício-Mental existe um ecrã gigante onde podemos vislumbrar tudo o que desejarmos… Gosto de chamar a isso, LIBERDADE.
          O mundo dos Sonhos é, de facto, a verdadeira realidade e para ser franco, o meu sonho é fazer parte da salvação do mundo, e já sei por onde começar… por mim.



"O Meu Big-Bang" - Capítulo V

     - O terceiro símbolo é referente á letra V do nosso alfabeto:

Ì  =   Vida
                                 Verdade
                                Vitória
  
g  Vida

Entre inúmeras formas, vida é igual a:
4  Período de Tempo;             4  Poder;
4    Electricidade;                       4  Criação;
4    Intenção;                               4  Eu (Tu);
  

            Ao mesmo tempo que o tempo passa, o tempo é vida, a vida vai passando e o tempo não pára.
            A vida pode ser vista como um período de tempo, compreendido entre o dia em que nascemos e o dia em que morremos, mas será correcto dizer que a vida não passa disso? A minha opinião é de que a vida consegue ir muito mais longe.
            O planeta Terra emana de vida, em milhares de milhões de formas... Chama-se vida a qualquer organismo que se auto sustente e que interaja com outro organismo. Ao microscópio, um simples átomo não é vida, dizem os entendidos… pois eu ponho-me a pensar e, se formos ao profundo da questão, deparamo-nos com uma situação bicuda.
            Os grandes Senhores dizem que um átomo ou um conjunto de átomos ou partículas similares, quando dispostos desordenadamente, não representam qualquer forma de vida, mas afirmam que, se pelo contrário esses átomos se juntam, formando ligações chave (compostos carbónicos e aminoácidos), aí e apenas nesse caso, daria origem ao aparecimento de vida, através das ligações exactas e cada vez mais complexas, chegaríamos à complexidade de animais que vê-mos hoje.
            Então mas porque se considera a vida desta forma? Afinal não somos todos feitos da mesma matéria e mesma energia? Tenho que discordar com os entendidos, pois penso que qualquer partícula que contenha electricidade é uma forma de vida, pois a vida material é conduzida por uma cadeia de acontecimentos com base em pequenas ondulações electromagnéticas… Por conseguinte, VIDA, é tudo aquilo que somos, é tudo aquilo que nos envolve.
Ter vida é ter o poder dentro de nós, até á mais pequena partícula. Onde há transformação, há vida, em tudo existe vida. Onde há fumo há fogo, onde há vida há poder de criação. O Homem foi criado com o objectivo de criar. Ter o poder de criação é ter vida, dar vida e ser vida. Todos temos o poder dentro de nós, eu sou vida e até depois da morte vida serei, apenas não da forma como a conhecemos. Eu dou vida à minha vida.
            A vida é só uma, e fazemos tudo e todos parte de mesma, vou viver a vida, vivendo-a, desfrutando da criação a mesma.
            Compreendendo este pensamento desta forma, ajuda a perceber e a aceitar melhor o ciclo natural das coisas.
 “Nada se destrói, tudo se transforma”.
            As partículas que me constituem já cá estavam antes de eu nascer, apenas me transformei, então antes de nascer já era vida e antes de a ter já a tinha…
            Não sobreviverei, viverei sim todos os dias até ao dia em que não haja mais dias.


g  Verdade
Ser verdadeiro é sinónimo de honestidade, de honra, de orgulho e sobretudo de modéstia. Como se costuma dizer, a verdade vem sempre ao de cima, não existe verdade mais verdadeira que esta, e o que é certo é que os segredos não duram para sempre. Não gosto de mentir, pelo contrário, por muito dura que seja a verdade, é sempre o melhor caminho para resolver tudo. Agora pergunto, porque não somos todos verdadeiros por natureza? Não é basicamente para isso que cá andamos? Se queres ser alguém na vida, se queres elevar-te a outro nível, então sê verdadeiro! Ser a verdade é estar bem connosco. Mentir vai contra a natureza do ser Humano, quer queiramos quer não, a verdade é esta. Independentemente de nos fazer sentir bem ou mal, mentir traz sempre, e sem excepção, maus sentimentos, más vibrações e energias negativas, não esquecendo também que altera o ciclo do fluxo do nosso Chi.
            Vivo em prol da verdade absoluta, para ser feliz e para fazer feliz. No fim não levarei comigo o peso da hipocrisia


               g  Vitória
        Ganhar, Ganhar e Galhar! Até cega, é uma força que vem de dentro, capaz de passar por cima de tudo e todos. Sem pudores nem respeito algum, atropela os amigos e até a própria família. Se deixarmos, em dois segundos torna-se uma força destrutiva que nos consome. Engole-nos por inteiro, digere-nos até ao tutano e cospe-nos, ou o que sobra de nós, para uma valeta imunda. Esta força massiva não guarda rancor, mas provoca-o. As batalhas que travamos diariamente, fazem disto a que chamamos vida, a vitória das vitórias. É o conjunto de todas estas batalhas que dá significado á vitória da guerra, é no fundo, o que nos faz correr com intenção, é o que nos faz conquistar os elementos certos e ter a atitude certa no momento certo.
          No entanto, o caminho para sair vitorioso é bastante acidentado, é preciso juntar sorte, poder de observação e inteligência para não nos cegarmos pelo objectivo e perdermos-nos no caminho. Muitas vezes optamos por recorrer a atalhos, perdendo completamente o rumo, distraídos, perdemos até a nossa própria natureza de espírito e consciência. Mas o pior de tudo é que quando assim o acontece, é um caminho solitário.
          A vitória não tem que ser obrigatoriamente cega, basta apenas ser… a vitória de todos os dias. Basta ser a vitória de conseguires ser sempre TU em qualquer das circunstâncias durante toda a tua vida. Claro está que a vida é semelhante a um jogo, todos os jogadores têm as mesmas probabilidades de ganhar, depende sim, da maneira como cada um joga. Eu jogo de maneira simples, se é para jogar é para ganhar; se é para ir é para vencer. O mais importante num jogo é ter a consciencia de que a vitória é fruto das derrotas, e são estas que nos dão o sabor de alcançar a glória da vitória.                                

"O Meu Big-Bang" - Capítulo IV

     - O segundo símbolo é referente á letra P do nosso alfabeto:

Ì Paz
                              Paraíso
                                     Perfeição

            g Paz   
Cá está uma de muitas questões um pouco ortodoxas. Isto porquê? Porque se nos estivermos a referir á paz no mundo torna-se num assunto bastante delicado. Com tantos biliões de pessoas no mundo é óbvio que existem opiniões diferentes, isso leva a, na maioria das vezes, criar conflitos. Por outro lado, as guerras servem para uma coisa, criar a paz.
            Não será possível chegar-mos a um estado de paz no mundo, sem haver muitas e muitas mortes pelo meio. A paz é o inverso da guerra, então a forma mais fácil de alcançar a paz é começando uma guerra, pois este termo não é apenas um estado, mas também fruto de uma luta constante.
            Tal como no mundo, também a nossa mente precisa de paz, não é só preciso saber o que se quer ou onde se quer chegar. O mais importante é encontrar-mos aquela paz interior que o nosso espírito tanto procura, para podermos manter o equilíbrio da razão. Desde que existo que travo ferozes batalhas psicológicas, a causa destas aparecerem é um pouco contraditória e poderá ser até controversa, mas no meu caso percebo bem a razão. Sou um pessoa que está constantemente um conflito consigo mesmo, pois tenho a noção e ter duas personalidades, sou inevitavelmente duas pessoas diferentes no mesmo mundo. Uma, mais que a outra, vive para partilhar tudo o que sou e que tenho de bom, a outra, por outro lado, é o veneno em pessoa. Mas o que é certo é que um não vive sem o outro, pois não saberíamos distinguir o bem do mal se assim não o fosse. É o questionar dos dois que me faz chegar a um estado de espírito superior, pois consigo encontrar a paz de espírito que necessito, tirando desses conflitos psicológicos o melhor dos dois eus.
            Para quem quer mudar o mundo, que comece primeiro por mudar a sua mente.

         g  Paraíso
         O que nos diz esta palavra? Será que nos diz mais do que aquilo que significa? Se se refere a um espaço ou lugar, onde é? Se for referente ao tempo, então quando chegaremos lá? Quando vai ser? Ou já é? Já está a ser? Ou já foi?
            Não… não é, não foi, nem será. Não é físico, não é sítio nem muito menos uma promessa de lugar. Embora não exista tal sitio podemos encontra-lo se assim o desejarmos com todas as forças.
            Jesus, Buda, Alá, Deus, entre outros, são dos muitos nomes que a humanidade atribuiu para se referir ás leis do universo. Energia positiva e energia negativa coabitam e alimentam-se mutuamente.
            Todos nós temos cá dentro a janela para o paraíso; o paraíso é permanente no nosso dia-a-dia, basta procurarmos ser felizes, pois o paraíso não é aquele sítio belo no reino dos céus, desenganem-se. A felicidade é muito subjectiva, como todos nos sabemos, o termo felicidade varia consoante cada pessoa, mas em todos os tipos de felicidade existe uma coisa em comum, para atingirmos a felicidade é necessário estarmos bem com nos mesmos e o que nos rodeia, e sem dúvida em harmonia com o universo. A felicidade está para o paraíso como os pulmões estão para o ser humano.
            A felicidade é o combustível para o paraíso instantâneo, e se quisermos…
                        O paraíso é hoje, aqui e agora.


 g  Perfeição
Tal como Leonardo Da Vinci tentou explicar, existem vários níveis de perfeição. As pessoas que, no seu dia-a-dia, se preocupam e concentram em fazer tudo o melhor possível, a esses chamam-se perfeccionistas. Não só esta palavra serve para me lembrar que é um dos meus objectivos e que tenho sempre de dar o meu melhor, mas também tem outro significado mais profundo. Estou-me a referir claro está, ao perfeito-feminino. Este termo vem da condescendência dos adeptos da teoria da conspiração, mais precisamente do Santo Graal. O perfeito-feminino é o equilíbrio, ou um estado de equilíbrio, entre o bem e o mal, o feminino e o masculino, em que tudo culmina num estado de espírito.
            Durante os vinte e seis anos de vida que até agora pude desfrutar, das informações que pude recolher e absorver até então, posso dizer com bastante clareza e muita certeza que o famoso “cálice”, o Santo Graal, foi na realidade mal interpretado e consequentemente abafado pela poderosa igreja que conhece-mos hoje.
 A verdadeira história por de trás de tudo isto, quase se perdeu ao longo dos tempos, mas graças aos Grãos-Mestre, o segredo permaneceu imaculado até aos dias que correm, mas está prestes a ser revelado. Pois agora posso dizer, sem medo de repercussões que, a palavra original em hebraico, a língua mãe, ainda muito antes do latim, em vez de Santo Graal, escrevia-se “Sant Real”, que traduzido em termos literais significava Sangue real.
            Ora todos sabemos que Maria Madalena foi a primeira discípula oficialmente seguidora de Jesus Cristo, quando este impediu a sua morte por apedrejamento em praça pública, sentença dada pelo povo a Maria por ter cometido actos levianos, salvou-a dizendo: “que atire a primeira pedra quem nunca pecou” .
            Assim como nós sabemos, também Da Vinci o sabia na altura, por isso pintou uma das suas grandes obras de arte, e também um dos seus grandes mistérios, o quadro “A última ceia”. Olhando com olhos de ver, á direita de Jesus, encontra-se uma imagem de um apóstolo, mas as suas expressões são meticulosamente, ao que parece, pintadas com um tom efeminizado. Repara-se até na subtil saliência dos seios, de uma forma que suscita à intenção propositada do autor, além disso não deixando de mencionar outros aspecto como a face, as mãos e principalmente a boca são sem dúvida femininos.
            Segundo a igreja, este quadro representa a noite em que Jesus esteve com os seus 12 discípulos (homens), após a sua morte, antes da grandiosa ascensão aos céus.
            Bem, tenho de dizer que discordo bastante com esta versão da história. Eu gosto mais de pensar que o Santo Graal (Sangue Real), representa sim um primogénito de Jesus e Maria Madalena, que segundo os factos se chamava Sofia. Os últimos registos em manuscritos (e únicos) indicam que ela viveu, pelo menos, até aos doze anos, tendo sido entregue ao primeiro Grão-Mestre, a quem confiaram o segredo dos segredos, com um enredo espectacular criaram também uma irmandade para protegerem o grande segredo e o seu Grão-Mestre, segundo dizem, até aos dias de hoje.
            Isto tudo quer dizer que o Sant Graal de Cristo, a sua descendência, ainda se encontra provavelmente entre nós, através de anos de ocultismo de gerações. Dado isto tudo ser também as minhas crenças, este símbolo significa perfeição porque me lembra que posso sempre ser melhor, mais perfeito, e também para sublinhar o respeito e fé que deposito na verdade absoluta.
            Para ser perfeito, basta ser único.



terça-feira, 17 de março de 2015

"O Meu Big-Bang" - Capítulo III


     - O primeiro símbolo é referente á letra A do nosso alfabeto:                                                                

Ì Amor
                                                                                 Amigos
                                                                                   Audácia

         g  Amor
         É não só o mais poderoso mas também o mais delicioso dos sentimentos que um ser humano pode alguma vez sentir. São sem dúvida infinitas as diversas maneiras de amar algo ou alguém. Matamos por esta “palavra”, lutamos por esta “palavra”, somos felizes por esta “palavra” e morremos por ela as vezes que forem necessárias. Mais que uma mera palavra, uma “bênção”.
            Dedico este pequeno espaço, pequeno em tamanho mas grande em ternura e não menos importante que os outros, vindo directamente do meu coração, á minha cara-metade, á pessoa que me ama nos maus momentos, ao meu anjo da guarda, á pessoa que atura as minhas merdas e me limpa as lágrimas quando tenho medo e fraquejo. Esta pessoa é a coisa mais especial entre os especiais… foi quem me fez definitivamente crescer, onde graves problemas nunca foram obstáculos, apenas aprendizagens. É com ela que partilho e é dela que recebo. Como gosto de dizer, é o parafuso que perdi quando bati com a cabeça á nascença. A magnífica energia positiva de sua alma ecoa na beleza dos seus olhos, ofuscando com a sua luz até os próprios cegos. É tudo o que pedi e que continuarei a pedir… é algo que faz parte de mim… magnifico espécime este com que me prendaram á nascença… lindíssima e deslumbrante, á minha querida Mãe.

g  Amigos
O que seria de mim sem aqueles que me querem bem... Uma camisola quando fica velha e gasta, não se chama simplesmente um trapo apenas pelo aspecto, mas sim pela forma como olhamos para ela depois de velha, porque nos esquecemos que ela já foi uma óptima camisola, que nos acompanhou muitas vezes e nos protegeu do frio outras tantas… Isso acontece porque talvez seja culpa nossa, pois se calhar não a estimámos como devíamos. Por vezes é mais fácil esquecer a velha camisola e comprarmos outra nova, do que cozer remendos nos buracos que nela se foram criando.
            Como não dá para comprar os verdadeiros amigos, cabe a cada um de nós lutar, conservar e continuar sempre a construir todos os dias cada amizade, para que no futuro possamos olhar para o nosso guarda roupa e ver que temos muitas e boas camisolas sem buracos e sem linhas a descoser.
Os amigos não aparecem só porque existem, constroem-se.
     -“Não faças de burro cavalo alheio”-
          
           g      Audácia
Não basta apenas sermos fortes e destemidos. Para quê um leão ter garras e dentes grandes se não tiver audácia para os usar? Para que serve gostar-mos muito de alguém, fazer-mos coisas inimagináveis por esse alguém, lutar-mos ou morrer-mos por esse alguém, sem nunca lhe termos dito o que sentimos?
            Não é preciso termos apenas boas qualidades para nos sairmos bem como pessoas, mas sim ter a audácia de usá-las em nosso beneficio sem os efeitos colaterais de prejudicar os outros, pois o termo audácia não se resume a esperar que as coisas aconteçam, mas sim tomar a iniciativa para que tal seja possível de acontecer.


"O Meu Big-Bang" - Capítulo II

Eu e as Coordenadas da Vida:


          No centro encontra-se um símbolo com dois caracteres, que na verdade é uma palavra, “EU”.
            É o emissor de todo o sentimento contido em toda a informação que do medalhão emana em todas as formas e com todas as forças do meu ser. Eu sou o coração de mim, e sem mim o EU não existe e nada mais importa… e tudo fica coberto de escuridão e envolto no vazio do absolutamente nada…
Continuarei á procura de mim mesmo, até que tudo se una no mesmo ponto, o BEM, o MAL, o EU e o outro EU. Para uma caminhada de sacrifício e de luta, para que o meu espírito possa evoluir para outro nível, onde tudo deixa de ter um significado tão deveras terreno e promíscuo.
As quatro setas que nascem e se afastam do centro até ás extremidades, representam entre  muitas, as minhas principais coordenadas da vida  e  cada  uma  delas  contem  os  meus principais princípios de vida. As setas são também referências a pontos cardeais,  para me ajudar a encontrar sempre que me sentir perdido neste aglomerado de fragmentos que é a vida.
            Cada coordenada da vida tem um símbolo, cada símbolo tem um significado e representa cada um, três palavras-chave para aquilo em que acredito e que fazem aquilo que sou.  Os símbolos são letras de um alfabeto que criei á já algum tempo, por isso precisamos de os descodificar para o conseguir-mos ler de uma forma que faça sentido.


"O Meu big-Bang" - Capítulo I

Introdução

            Ao longo da vida, têm-me acontecido coisas que se mostraram bastante difícil de ultrapassar. É nesses momentos que o vazio me enche a mente, é aí que me sinto desorientado e completamente perdido, sem saber o que pensar...
            Muitas religiões, como por exemplo a religião Cristã, têm alguns talismãs ou objectos, digamos assim, que servem não só para “venerar” o sagrado mas também para dar “apoio” aos seus seguidores, fazendo com que ganhem esperanças e se encontrem, quando a vida não lhes sorri. Ou seja, por exemplo, um crucifixo ou um terço, os objectos não passam pura e simplesmente disso, de objectos, mas têm uma grande energia associada a si, pois para quem se identifica com, neste caso, a cruz ou o crucifixo, olha para esses objectos e sabe que aquilo representa as suas crenças e eventualmente os seus mais importantes princípios de vida.
            Desde á uns tempos para cá que venho a sentir uma certa necessidade de ter um objecto meu, onde eu me identifique, uma coisa que represente muito para mim e ao mesmo tempo que seja uma espécie de retrato de mim mesmo ou complemento. Então á uns meses atrás comecei a criar o meu próprio “amuleto”. É como se fosse o meu amuleto da sorte, e nele estão gravadas, não só a pessoa que sou, mas também os valores que a vida me ensinou. Nele estão contidas as coisas que mais gosto na vida, os meus ideais, as minhas crenças, os meus princípios de vida, os meus sentimentos mais íntimos, entre outras coisas, que fazem daquilo que criei a descrição da essência do meu ser, transmitindo energia positiva e esperança para quando me sentir perdido e me estiver a afastar da pessoa que sou hoje e da pessoa que quero continuar a ser, aí… Aí olharei para o Medalhão do Guardião com a certeza que irei encontrar aquilo que procuro. Este medalhão representa a janela para a minha alma e é um complemento de mim.
            Nas próximas páginas está uma rápida, superficial e breve tentativa de explicar o significado da vida, segundo os meus “olhos”, e de todo este trabalho que tive, ao reunir o melhor de mim num só ponto, ao qual em tom de brincadeira lhe gosto de chamar: “O meu Big-Bang”.


segunda-feira, 9 de março de 2015

Clemente

        Não foi uma nem duas. Pois foram mais que três vezes que situações se viveram de semelhante modo. De maneira nenhuma existe a hipótese de alguns dos intervenientes perceberem que estão a intervir e que assim se encontram virtuosamente a influenciar tudo e todos aqueles que, por ínfimo contacto que seja, tenham interagido com o próprio.
        Pois, não foram nem três nem duas, não foram não senhor. Mas para animar a festa, vamos fazer uma festa para festejar os festejos que, se fosse naquela altura, conta-se que eram bem festivos. Ouve-se dizer até que o acto hediondo em si, desde onde começava até onde acabava, parecia e fazia lembrar uns batuques muito fanfarreiros até.
        Desde sempre que Fátima, filha do curandeiro pardo branco, soube que Viviane, sua filha e da semente do senhor, era especial, não pelos seus exemplares olhos empanados, mas pelo seu feitio e pela sua vinculada forma, sendo franco, fazia lembrar um extraterrestre. Um ser de outro mundo ou talvez qualquer coisa que de cá não seja nativa. Rodolfo, capataz, franziu as suas avantajadas e félfias sobrancelhas quando se deparou, pois, com o brutal espectáculo. Com um pensamento obsoleto, de uma forma livre e ardente, proferiu tamanhas palavras falsamente proibidas que iriam ecoar por milénios sob as bocas de mestres oradores, que já na época eram bem apreciados por seus feitos.
        Cinco minutos antes da hora nobremente marcada, eis que chega Amílcar a casa. De imediato Alberta, a governanta movida a pronto, avisa com um tom ocre os restantes presentes para se esconderem. Ao ouvir-se o famoso noc-noc habitual, Alberta desloca-se aparentando um gesto sofrido e moroso e, em modo tractor de fazenda, arrasta no seu encalço um valente aspirador-purificador de ar, tentando limpar ainda a feltifa persa enquanto abre com o seu braço mais forte a dita porta ao senhor Amílcar Alho que já está á espera á chuva á mais de cinco frases atrás. Cristóvão, Alfredo e Zé acompanham António na sua chegada com Amílcar.
        Assim sendo e dizendo ainda o que não disse, julgo eu terem sido mais de cinco até e não menos que dez mas com esta a ditar ser a última.
        Numa casa na colina a poente,  vazia de coisas que a encheram em tempos já esquecidos, Clemente acaba as suas tarefas domésticas de uma vez só e, com gentileza, balança-se em bicos dos pés sob o intemporal banco de madeira de oliveira, tentando abstrair-se do laço de corda que abraçava firmemente o seu pescoço, causando agora um desconforto crescente. Com um tom azulado de pele e já de pau feito, Clemente ganha a batalha e rende-se. Vai-se assim, em busca da sua crença até onde a encontre. Para trás deixa o defunto seus velhos, cansados e flácidos despojos ali pendurados de forma prescrita e findada.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Fragmentos de Mim por Eu a Dentro

        Não me quero esquecer. É muita coisa para armazenar... Enquanto vou recolhendo, quero fazer coisas com isso, mas logo que tento fazer, perco a concentração naquilo que continuo a recolher. Depressa me vejo sem saber bem onde armazenei tudo aquilo que recolhi, enquanto me concentrava apenas a concretizar coisas com o que anteriormente armazenei. Sei que está tudo aqui dentro, comigo... Mas onde?

Em Branco

        Sou dramático, dizem... Sou negativo e talvez egoísta demais. Retraio sentimentos e emoções, não por não as querer, mas por mero medo, pois desejo-as de forma ardente... O fazer de propósito logo se transforma em "sem querer". Não sei se, ao longo este tempo do não tempo, tenho tentado entender-me de verdade ou se a verdade é não querer apenas fazê-lo enquanto mascaro isso com falso conhecimento de mim próprio...
        Mesmo sabendo o que sinto e o que penso, é-me difícil perceber de onde vem isso. Mesmo desejando entender-me, será que na realidade me tenho esforçado para isso? De certa forma estou convencido que sim, mas ao mesmo tempo soa-me a uma desculpa esforçada por, com ardor, desejar sair desta espiral que me faz implodir. Sei que o problema é meu, mas estou ainda convencido de que, bem lá no fundo, pode não ser. Estúpida coisa sem sentido esta de necessitar de culpar alguém por coisas que, por serem minhas, apenas eu as sinto. Perco tempo a observar os demais e distraio-me ao ponto de esquecer-Me. Nem chorar consigo e preciso tanto...
        ........
        Quando se ama sem parar, como se pára de amar? Parece não haver explicação para se começar a amar, assim como para parar de o fazer. É fácil confundir o amar perdidamente com a extrema necessidade de o fazer. Sentir necessidade de amar é, no fundo, amar tudo e todos. O que é necessidade? O que é amar?... É prazer?... É satisfação? É ter?...
        Gostava de fazer o impossível, para provar da impossibilidade. Gostava de trocar o aconteceu pelo acontece... Mesmo tendo histórias para contar, não sei história alguma, não me sinto história nenhuma.
        Só perguntas... Não sei se não têm respostas ou se apenas não as sei procurar. Olho para o que digo e penso: Sim, sou dramático... e qual é o problema? Viver assim é uma escolha, mesmo que nem sempre pareça. Quando desejo que me deixem viver, apenas peço que vivam comigo.
        Quero tanto ser diferente que o sou de facto, mas não me apercebo. Agarro-me ao positivo para sair do negativo, na tristeza me convenço que existe alegria.
        Respirar sem viver é como nascer sem morrer.

Amor

        Se o Amor é o que importa, se é o Amor apenas o que é preciso, então talvez haja quem nunca tenha verdadeiramente amado.

terça-feira, 3 de março de 2015

01.03.15

        Traçar objectivos não é viver com eles, mas sim com exigências. O objectivo deve ser sempre condicionado pelo Ser e nunca o Ser pelo objectivo.

-- Daniela Reis --

        "O resultado do presente é o passado."

01.15

        Por breves momentos achei ter morrido... Logo acordei, constatei estar apenas adormecido, induzido no meu centro. Estive num sítio onde não ía há muito. Na verdade, não me recordo de ter lá estado, mas sei que lá estive. Foi ali que tudo começou. Foi exactamente ali, no menos três, na cave de um edifício que afinal é montanha.